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Sócrates e os Sofistas: Uma Crônica sobre a Busca pela Verdade
Sócrates e os Sofistas: Uma Crônica sobre a Busca pela Verdade Na Grécia Antiga, em meio aos debates acalorados da Ágora, um homem barbudo e de olhos penetrantes desafiava as ideias mais estabelecidas. Sócrates, com seu método irônico e incansável busca pela verdade, chocava-se com os sofistas, mestres da retórica que prometiam ensinar a arte de persuadir e a virtude por um preço. Os sofistas eram como os coaches de hoje: mestres da autoajuda, que prom
Carlos A. Buckmann
há 15 horas3 min de leitura


O REINADO DE MOMO
O Reinado de Momo: Ensaio sobre a Euforia e a Cinza Eis que chega o rei. Não um monarca de coroa e cetro perpétuos, mas Sua Majestade, o Carnaval, soberano de um trono de areia que o tempo, invariavelmente, leva consigo na Quarta-Feira de Cinzas. Para compreender este reinado efêmero, é preciso investigar não apenas sua história, mas o abismo interior que ele vem, ano após ano, nos convidar a contemplar. A origem do Carnaval não
Carlos A. Buckmann
há 3 dias5 min de leitura


Sócrates e os Sofistas: Uma Crônica sobre a Busca pela Verdade
Sócrates e os Sofistas: Uma Crônica sobre a Busca pela Verdade Na Grécia Antiga, em meio aos debates acalorados da Ágora, um homem barbudo e de olhos penetrantes desafiava as ideias mais estabelecidas. Sócrates, com seu método irônico e incansável busca pela verdade, chocava-se com os sofistas, mestres da retórica que prometiam ensinar a arte de persuadir e a virtude por um preço. Os sofistas eram como os coaches de hoje: mestres da autoajuda, que prom
Carlos A. Buckmann
há 15 horas3 min de leitura


O REINADO DE MOMO
O Reinado de Momo: Ensaio sobre a Euforia e a Cinza Eis que chega o rei. Não um monarca de coroa e cetro perpétuos, mas Sua Majestade, o Carnaval, soberano de um trono de areia que o tempo, invariavelmente, leva consigo na Quarta-Feira de Cinzas. Para compreender este reinado efêmero, é preciso investigar não apenas sua história, mas o abismo interior que ele vem, ano após ano, nos convidar a contemplar. A origem do Carnaval não
Carlos A. Buckmann
há 3 dias5 min de leitura


E SE NÃO HOUVER AMANHÃ?
* Esse texto encerra o conjunto de crônicas de meu novo livro, que vai ser publicado com esse título: E SE NÃO HOUVER AMANHÃ? Chegamos ao fim da nossa trilha. A biblioteca imaginária, que nos serviu de abrigo por trinta e seis dias, agora desvanece-se como uma névoa ao amanhecer, deixando-nos a sós com a vastidão do horizonte. Não há mais estantes, não há mais citações penduradas nas paredes, há apenas o peso da caneta e a pulsação do
Carlos A. Buckmann
há 4 dias3 min de leitura


O DESAPEGO RADICAL
O DESAPEGO RADICAL A porta de saída já está aberta e o vento da noite começa a folhear as páginas que escrevemos. Se ontem depositamos a nossa "moeda de ouro" da gratidão, hoje o tema nos convida a algo mais desafiador: o relaxamento total dos músculos da alma, e respirar o ar de puro silêncio. “SE” a vida foi uma dança, a entrega é o momento em que deixamos de conduzir para sermos conduzidos pelo ritmo final. Passamos a existê
Carlos A. Buckmann
há 5 dias3 min de leitura


A MOEDA DE OURO DA EXISTÊNCIA
A MOEDA DE OURO DA EXISTÊNCIA Iniciemos nossa caminhada em direção à grande porta de saída da nossa biblioteca imaginária. O sol está se pondo, e a luz dourada atravessa as janelas, tingindo as lombadas dos livros que escrevemos juntos. Se na última crônica assinamos o armistício com o passado, hoje o tema nos convida a um gesto mais nobre: a reverência. Sinto que o ar cheira a incenso e terra molhada. Percebo que, se a vida foi
Carlos A. Buckmann
há 6 dias3 min de leitura


A PAZ DA RECONCILIAÇÃO
A PAZ DA RECONCILIAÇÃO Deixe que os livros da nossa biblioteca imaginária permaneçam fechados por um instante. Olhe para o espaço vazio que criamos no texto anterior, ao remover o excesso. Nesse vazio, não há mais onde esconder os fantasmas. É o momento de olhar para o mosaico da própria vida e, em vez de tentar consertar as peças quebradas, aprender a abençoar a rachadura. Afinal, a paz não é a ausência de erros, mas a rendição ao fato de
Carlos A. Buckmann
9 de fev.3 min de leitura


A BAGAGEM NECESSÁRIA
A BAGAGEM NECESSÁRIA Iniciamos hoje uma faxina necessária na biblioteca imaginária da vida que vivemos a cada dia. Se nas últimas crônicas construímos os alicerces da maturidade e o teto da serenidade, hoje o tema nos convida a retirar os excessos que impedem a luz de circular. O desafio é de desapego: o que realmente merece ocupar espaço no palco da nossa vida quando o ato final se aproxima? “SE a vida é uma viagem, a simplicidade é
Carlos A. Buckmann
8 de fev.3 min de leitura


ANÁLISE ESTRUTURADA DO MERCADO FARMACÊUTICO BRASILEIRO*
ANÁLISE ESTRUTURADA DO MERCADO FARMACÊUTICO BRASILEIRO* Recebi o relatório do “Mercado Farmacêutico/UF.” que apresenta um levantamento detalhado e regionalizado do setor farmacêutico varejista no Brasil, com base em dados da IQVIA referentes ao período de 2021 a 2025 (MAT Dez/2025). O documento segmenta a análise por Unidades da Federação (UF), tipos de organização (bandeiras) e categorias de produtos, oferecendo uma visão quantitativa robusta sobre a estrutura e a dinâmica d
Carlos A. Buckmann
7 de fev.4 min de leitura


SERENIDADE E EQUILIBRIO
SERENIDADE E EQUILÍBRIO Proponho avançarmos hoje para o centro da nossa biblioteca imaginária, onde o silêncio não é apenas ausência de ruído, mas uma presença densa e protetora. Se na crônica anterior tratamos do polimento que a maturidade nos traz, hoje o tema nos convida a testar essa estrutura, o que nos obriga a perguntar: o que acontece quando a vida deixa de ser teoria e se torna tempestade? “SE” a maturidade é o alicerce, a serenid
Carlos A. Buckmann
6 de fev.3 min de leitura


SABEDORIA E MATURIDADE
SABEDORIA E MATURIDADE “SE” até aqui navegamos pelas águas do autoconhecimento, dos encontros e do tempo, agora o horizonte começa a se revelar por inteiro. O tema nos convida a observar o que sobra quando as urgências da juventude silenciam. Precisamos entender que, se a juventude é a potência do fogo, a maturidade é a clareza da luz. Nossa sociedade costuma confundir envelhecer com apenas acumular anos, tratando a maturidade
Carlos A. Buckmann
5 de fev.3 min de leitura


O "SE" DA TRANSCENDÊNCIA
O "SE" DA TRANSCENDÊNCIA Até aqui nos ocupamos com o que o tempo nos tira: a juventude, os momentos, a vida física. Hoje o tema nos convida a observar o que conseguimos projetar para além de nós mesmos. Afinal, se somos seres finitos, a nossa sede de infinito é o que nos torna extraordinários. A vida cotidiana tende a nos enclausurar no imediato: boletos, horários, demandas. No entanto, o "SE" da transcendência nos lança um des
Carlos A. Buckmann
4 de fev.3 min de leitura


NOSTALGIA E SAUDADE
NOSTALGIA E SAUDADE Entramos hoje em uma das salas mais penumbrosas da nossa biblioteca imaginária, onde a luz entra de soslaio, iluminando apenas as partículas de poeira que dançam no ar. O tema nos obriga a caminhar por esse terreno movediço que separa o que fomos do que somos agora. Precisamos entender que, se a vida é movimento, a saudade é a prova de que algo em nós se recusa a ser apenas esquecimento. A cultura
Carlos A. Buckmann
3 de fev.3 min de leitura


A HERANÇA POSSÍVEL
A HERANÇA POSSÍVEL Entramos hoje no pátio dos ecos da nossa biblioteca imaginária. Se na crônica anterior encaramos a parede curta da finitude, hoje o tema nos convida a olhar para o que atravessa essa parede. Esse tema nos obriga a perguntar o que faremos com a sabedoria que acumulamos enquanto o tempo ainda nos pertence. Se o tempo é um recurso que se esgota, a transmissão é a única forma de torná-lo renovável. A consciência da morte não
Carlos A. Buckmann
2 de fev.3 min de leitura


A FINITUDE QUE NOS ILUMINA
A FINITUDE QUE NOS ILUMINA Refletiremos hoje sobre o que nos confronta com o silêncio do ponto final, um tema que nos obriga a reconhecer que a vida só possui brilho porque tem uma data de validade. Afinal, se o tempo fosse infinito, a procrastinação seria a nossa única virtude. A consciência da morte costuma ser evitada como se o pensamento pudesse atrair o evento. No entanto, o "SE" da finitude nos lança um desafio de intensidade: "E 'SE
Carlos A. Buckmann
1 de fev.3 min de leitura


O RITMO DO RETORNO
O RITMO DO RETORNO Proponho abandonarmos a ideia de que o tempo é uma estrada que apenas se afasta de nós. Hoje o barulho é o do balanço de um pêndulo, e o tema nos obriga a considerar que a vida, em vez de uma linha reta, pode ser um círculo. Afinal, se a história se repete, o "SE" da ciclicidade é o que nos impede de caminhar distraídos. A natureza nos ensina que tudo retorna: as estações, as marés, o fôlego. No entanto, na a
Carlos A. Buckmann
31 de jan.3 min de leitura


O ECO DO CAMINHO
O ECO DO CAMINHO Proponho entrarmos hoje em uma sala mais silenciosa da nossa biblioteca imaginária. Se ontem o barulho era o da areia caindo na ampulheta do "agora", hoje o som é o do virar de páginas de livros cujos autores já não estão entre nós, e o tema nos obriga a olhar para trás para podermos enxergar à frente. Afinal, se o presente é o sopro, a memória é o rastro. A morte física é um evento biológico, mas a morte existe
Carlos A. Buckmann
30 de jan.3 min de leitura


A ETERNIDADE NO INSTANTE
A ETERNIDADE NO INSTANTE Abandonemos por um breve instante a segurança dos relacionamentos para entrar na fluidez do cronômetro. A nossa biblioteca imaginária agora parece abrigar um imenso relógio de areia, onde cada grão é um sopro de vida. Vivemos em uma cultura de "pós" e "pré". Estamos sempre digerindo o que passou ou ansiosos pelo que virá, tratando o presente como um mero corredor estreito entre dois grandes salões. O "S
Carlos A. Buckmann
29 de jan.3 min de leitura


O AMÉM À EXISTÊNCIA
O AMÉM À EXISTÊNCIA As paredes da nossa biblioteca imaginária, que no início pareciam frias e distantes, agora estão repletas de nomes, rostos e histórias de encontros, partidas e perdões. A gratidão, em sua forma mais rasa, é frequentemente confundida com uma etiqueta social ou uma "positividade tóxica" que ignora a dor. No entanto, a gratidão filosófica é um ato de coragem intelectual. O seu "SE" é uma pergunta radical que subverte o arr
Carlos A. Buckmann
28 de jan.3 min de leitura


A ALQUIMIA DA LIBERDADE
A ALQUIMIA DA LIBERDADE Retomamos a nossa trilha hoje com os pés um pouco mais leves, mas com o olhar atento. Se ontem habitamos a cicatriz através da compaixão, hoje precisamos decidir o que faremos com o peso que ainda carregamos na mochila. Nosso tema é o ponto de ruptura da lógica do "olho por olho". O "SE" de hoje é, talvez, o mais difícil de pronunciar, pois exige que renunciemos ao nosso direito mais primitivo: o direito à revanche
Carlos A. Buckmann
27 de jan.3 min de leitura


A PONTE DOS SUSPIROS
A PONTE DOS SUSPIROS Deixemos as faíscas da discórdia para trás. Se ontem a nossa bússola apontava para a necessidade do limite e da afirmação do "Eu", hoje o ar na nossa biblioteca imaginária parece mais denso, carregado de uma umidade que não vem da chuva, mas do pranto compartilhado. Iniciamos cruzando o umbral onde a armadura do indivíduo finalmente se rompe. O "SE" de hoje habita a cicatriz. A cultura do sucess
Carlos A. Buckmann
26 de jan.3 min de leitura


A DANÇA DAS FRONTEIRAS PESSOAIS
A DANÇA DAS FRONTEIRAS PESSOAIS O escritório, antes preenchido pelo silêncio cúmplice das palavras e pelo eco dos afetos, agora parece vibrar com uma tensão elétrica. Chegamos ao momento inevitável em que o "Nós" deixa de ser uma paisagem idílica para se tornar um território de fronteiras em disputa. O "SE" de hoje não busca a paz, mas a verdade; ele nos pergunta se somos capazes de amar não a imagem que projetamos no outro, mas a realidade incômoda d
Carlos A. Buckmann
26 de jan.3 min de leitura


O ARQUITETO DO SILÊNCIO
O ARQUITETO DO SILÊNCIO Ao chegarmos a este ponto da nossa jornada sobre o encontro, esbarramos na ferramenta que nos trouxe até aqui: a palavra. Mas, ironicamente, para falar da profundidade das relações, precisamos reconhecer o limite do que pode ser dito. O "SE" de hoje habita a fronteira entre o som e o vácuo, entre a frase articulada e o suspiro que a precede. A linguagem é o nosso primeiro e mais constante esforço de colo
Carlos A. Buckmann
24 de jan.3 min de leitura


A PRESENÇA DA AUSÊNCIA
A PRESENÇA DA AUSÊNCIA “SE” no encontro fomos o espelho e na fusão tentamos ser um só, hoje a nossa jornada nos leva ao momento em que as mãos se soltam. O "SE" de hoje não tem a euforia da chegada, mas a gravidade da despedida. Sentamo-nos diante da porta que se fecha, não para lamentar o fim, mas para compreender que a partida é, talvez, a moldura que dá sentido a toda a obra que vivemos. A partida é o teste de fogo da alteri
Carlos A. Buckmann
23 de jan.3 min de leitura


A ARITMÉTICA DO AMOR
A ARITMÉTICA DO AMOR Retomamos a pena para investigar a mais doce e perigosa das promessas: a de que dois podem se tornar um. O amor ocidental foi construído sobre uma geometria de metades. Crescemos ouvindo que somos seres incompletos, vagando pelo mundo à procura da "outra parte" que nos devolveria a totalidade perdida. O "SE" desse desejo é o da fusão: "E se pudéssemos ser um só?" . É a fantasia de uma união onde a solidão é finalmente
Carlos A. Buckmann
22 de jan.4 min de leitura


O "SE" DA ALTERIDADE
O “SE” DA ALTERIDADE Agora, meu escritório parece pequeno demais. O "SE" de hoje não cabe entre quatro paredes. Ele exige o corredor, a calçada, o olhar que atravessa a sala e encontra outro par de olhos. A maior distância do universo não é medida em anos-luz, mas no milímetro que separa a minha consciência da sua. Vivemos encerrados na fortaleza do "Eu", esse monólogo ininterrupto que chamamos de identidade. No entanto, toda a nossa jornad
Carlos A. Buckmann
21 de jan.3 min de leitura


O HORIZONTE NECESSÁRIO
O HORIZONTE NECESSÁRIO. O "SE" de hoje não nasce de uma falta individual, mas de um anseio coletivo. É a projeção de um "lugar bom" que, curiosamente, não se encontra em mapa nenhum. Oscar Wilde escreveu certa vez que um mapa do mundo que não inclua a Utopia não vale sequer a pena olhar, pois deixa de fora o único território onde a humanidade está sempre a desembarcar. A Utopia é o "SE" político e espiritual por excelência. Ela é o grit
Carlos A. Buckmann
20 de jan.3 min de leitura


O LABIRINTO DA SEDE
O LABIRINTO DA SEDE. O fogo que aquece é o mesmo que consome. Ontem, celebramos o desejo como a faísca da evolução e o motor da história. Hoje, porém, a luz da minha lamparina parece projetar sombras mais longas sobre o papel. Preciso falar sobre o reverso da medalha. Se o desejo é o grito de " se fosse diferente ", ele também pode ser o sussurro de uma armadilha que nos acorrenta a um horizonte que nunca alcançamos.
Carlos A. Buckmann
19 de jan.3 min de leitura


O MOTOR DA INQUIETUDE.
O MOTOR DA INQUIETUDE Retomo a pena hoje, sentindo um calor diferente nas palavras. Se nas crônicas anteriores navegamos pelas águas do riso e pelas névoas do mistério, hoje entramos no núcleo de incêndio da condição humana e o tema que nos convoca é a força que, antes de tudo, nos faz levantar da cama: o querer . O desejo é o avesso da resignação. Enquanto a realidade se apresenta com a rigidez de um veredito, o "é assim" das montanhas das
Carlos A. Buckmann
18 de jan.3 min de leitura


A ESCUTA DO INVISÍVEL
A ESCUTA DO INVISÍVEL Depois de rirmos do abismo, o silêncio que se segue não é vazio; ele é grávido de possibilidades que a lógica, em sua arrogância geométrica, costuma ignorar. Vivemos em uma era, este nosso 2026 de dados e algoritmos, que tenta mapear cada milímetro do real. No entanto, todos nós já fomos atravessados por um lampejo, uma voz sem som ou uma coincidência tão precisa que a estatística parece um insulto, É o "SE" da Intuiç
Carlos A. Buckmann
18 de jan.3 min de leitura


RANKING, MARGEM E ALGORITMO.
RANKING, MARGEM E ALGORITMO. O retrato objetivo da farmácia em 2025. Em 2025, o varejo farmacêutico deixou de ser interpretado por percepções e passou a ser definido por números. Não por opinião, nem por tradição, mas por dados consolidados de sell-out, ticket médio, giro e margem. O ranking dos produtos mais vendidos não conta uma história emocional, ele descreve, com precisão, como o mercado funciona. No topo do faturamento estão poucos p
Carlos A. Buckmann
17 de jan.3 min de leitura


O RISO NO ESCURO
O RISO NO ESCURO Sentamo-nos hoje à beira de um precipício diferente. Se nas crônicas anteriores o abismo nos pedia silêncio, reverência ou pavor, hoje ele nos convida ao escárnio. Percebo, ao olhar para a biblioteca da minha mente, que o ser humano é o único animal que, ao tropeçar na própria finitude, é capaz de rir do tombo. O "SE" do humor é, talvez, a nossa subversão mais elegante; é a fresta por onde escapamos quando todas as portas da lógica es
Carlos A. Buckmann
16 de jan.3 min de leitura


A VINGANÇA DAS LETRAS
A VINGANÇA DAS LETRAS Sinto que a biblioteca ao meu redor respira; cada lombada de livro é uma promessa de que o destino, por mais severo que seja, pode ser desafiado pela ponta de um lápis, ou, no meu caso, pelo teclado do meu notebook. A história, com "H" maiúsculo, é uma autora impiedosa. Ela não aceita revisões, não admite notas de rodapé que alterem o desfecho e ignora solenemente os nossos pedidos de clemência. O fato é um bloco de má
Carlos A. Buckmann
15 de jan.3 min de leitura


A JANELA DE PROMETHEUS
A JANELA DE PROMETHEUS O peso das crônicas anteriores ainda reside nos meus ombros, mas a sensação agora é de uma leveza súbita, como quem atravessa uma densa névoa e subitamente enxerga o horizonte. No Capítulo I, esgotamos o "SE" como uma ferramenta de análise da realidade: o tempo que nos devora, a biologia que nos limita, a sociedade que nos encurrala. Mas hoje, ao abrirmos o Capítulo II , o “ SE” deixa de ser um lamento para se torna
Carlos A. Buckmann
14 de jan.3 min de leitura


O VÉU DA IGUALDADE
O VÉU DA IGUALDADE Minha escrivaninha parece agora um porto onde desembarcaram todas as angústias da semana. Já olhamos para o silêncio de Deus; agora, baixamos os olhos para o ruído das ruas, para o asfalto onde a desigualdade se cristaliza. O “SE” de hoje não é sobre o tempo ou a carne, mas sobre o pacto que nos mantém unidos, ou que nos separa violentamente. Vivemos em um mundo de castas invisíveis, mas palpáveis.
Carlos A. Buckmann
13 de jan.4 min de leitura


O "SE" TEOLÓGICO
O “SE” TEOLÓGICO: A VOZ DO VÁCUO A caneta pesa um pouco mais hoje, pois o “SE” decidiu escalar as montanhas do espírito e bater às portas do céu. Depois de Lacan nos alertar sobre o perigo de nos fundirmos na dor alheia, a pergunta que fica suspensa no ar de 2026 é ainda mais vertiginosa: E “SE” o "Grande Outro" não fosse apenas uma estrutura de linguagem, mas uma entidade real e audível? A teologia sempre se equilibrou
Carlos A. Buckmann
12 de jan.3 min de leitura


A MIRAGEM DO OUTRO
A MIRAGEM DO OUTRO Propositadamente, deixei uma lacuna na crônica de ontem, uma sombra que apenas o olhar clínico e cortante de Jacques Lacan poderia iluminar. Retorno à minha mesa hoje com o eco da sua pergunta. Afinal, se o “SE” biológico nos fizesse sentir a dor do outro, o que o mestre da psicanálise francesa diria a esse respeito? Para Lacan, o "sentir a dor alheia", o que chamamos ingenuamente de empatia, não passa de uma armadilha
Carlos A. Buckmann
11 de jan.2 min de leitura


O SISTEMA NERVOSO COMPARTILHADO
O SISTEMA NERVOSO COMPARTILHADO Meu escritório, antes um refúgio de certezas, transformou-se em um laboratório de hipóteses. Já questionamos escolhas, fronteiras, o tempo e a memória. Hoje, o "se" mergulha na carne, atravessa a derme e instala-se nos nervos. Hoje, o tema é a dor e a sua possível, porém impossível, partilha. A dor é, talvez, a única experiência absolutamente democrática e, ao mesmo tempo, irremediavelmente solitá
Carlos A. Buckmann
10 de jan.3 min de leitura


O EDITOR DE ALMAS
O EDITOR DE ALMAS Chego ao quarto dia deste meu diário de possibilidades, e sinto que a tinta da caneta já não flui apenas sobre o papel, mas parece querer riscar o próprio tecido da realidade. Depois de vagarmos pelos labirintos das escolhas, pelas feridas das fronteiras e pelas engrenagens invertidas de Kronos, hoje o “ SE” nos convoca para a fronteira final: a massa cinzenta que carregamos entre as orelhas. Olho para a figura do cérebro
Carlos A. Buckmann
9 de jan.3 min de leitura


O RELÓGIO INVERTIDO
O RELÓGIO INVERTIDO Para entender o tempo, é preciso primeiro entender os deuses que o personificam. Na mitologia grega, vivemos sob a tensão de dois senhores distintos. Há Kronos, o titã devorador, o tempo linear, quantitativo e inexorável que consome seus próprios filhos. Ele é o tique-taque do relógio, a contagem regressiva das nossas células, o burocrata que nos entrega o envelhecimento como um imposto inevitável. Mas há também Kairos,
Carlos A. Buckmann
9 de jan.3 min de leitura


OS NÚMEROS E AS PREVISÕES
OS NÚMEROS E AS PREVISÕES O Panorama do Varejo Farmacêutico Brasileiro – MAT Novembro 2025 O varejo farmacêutico brasileiro alcançou, no MAT novembro de 2025, um faturamento anual de R$ 243,33 bilhões , distribuído em 94.369 farmácias ativas . Esse resultado confirma a robustez e resiliência do setor , mesmo em um ambiente de pressão de preços, ajustes no mix e fechamento seletivo de lojas. É necessário lembrar que o mercado está segmentado
Carlos A. Buckmann
8 de jan.4 min de leitura


O “SE” GEOGRÁFICO E O CHÃO DE NINGUÉM
O “SE” GEOGRÁFICO E O CHÃO DE NINGUÉM Retomo ao teclado hoje ainda sob o efeito da nossa conversa de ontem. A partícula "se" , aquela conjunção condicional que outrora parecia apenas um exercício de sintaxe, tornou-se para mim um telescópio. Se ontem olhávamos para o labirinto das escolhas pessoais, hoje o "se" nos convoca a olhar para o mapa-múndi. Mais especificamente, para as linhas imaginárias que riscamos no chão e chamamos de fronteiras.
Carlos A. Buckmann
8 de jan.4 min de leitura


O LABIRINTO DO "SE"
O LABIRINTO DO SE Debruço-me sobre a escrivaninha e encontro, perdida entre os labirintos da língua portuguesa, uma partícula minúscula, quase invisível, mas dotada de uma força gravitacional avassaladora: a palavra "se" . Como cronista e eterno aprendiz das nuances do pensamento, fascina-me como duas letras podem sustentar o peso de mundos inteiros. Antes de mergulhar no abismo das possibilidades, olho para o "se" com o rigor d
Carlos A. Buckmann
7 de jan.4 min de leitura


A MATRIZ DA CRIAÇÃO
A MATRIZ DA CRIAÇÃO Chegamos ao ápice da nossa jornada. Após atravessarmos as águas da Causalidade, onde compreendemos que nada escapa à grande engrenagem das leis universais, aportamos no sétimo e último degrau da sabedoria contida no Caibalion . Este princípio não apenas encerra o ciclo, mas explica como a vida e a criação se renovam perpetuamente. Conforme nossa análise neutra e filosófica dos textos de Hermes Trismegisto, debruçamo-nos
Carlos A. Buckmann
31 de dez. de 20254 min de leitura


O FIM DO ACASO
O FIM DO ACASO Após navegarmos pelas marés do Ritmo, onde compreendemos o balanço inevitável do pêndulo da existência, chegamos agora à engrenagem que sustenta cada movimento desse pêndulo. Como combinamos anteriormente, avançamos para o sexto princípio de Hermes Trismegisto, buscando desvendar a lógica por trás daquilo que muitos chamam, por conveniência ou ignorância, de destino. O Sexto Princípio: Causa e Efeito – O Fim do Acaso Frequentemente, ve
Carlos A. Buckmann
30 de dez. de 20253 min de leitura


O BALANÇO ETERNO DO PÊNDULO
O BALANÇO ETERNO DO PÊNDULO Como bem lembramos, nossa travessia por estas leis ancestrais começou justamente no coração da Polaridade (Quarto Princípio Hermético) , onde descobrimos que os opostos são apenas gradações de uma mesma essência. Agora, avançamos para o quinto degrau: se a Polaridade estabelece os dois pontos de uma linha, o próximo princípio descreve o movimento incessante entre eles. Ao observar o cair da tarde, sinto uma melancolia mansa
Carlos A. Buckmann
29 de dez. de 20253 min de leitura


O UNIVERSO VIBRA
O UNIVERSO VIBRA Deixamos para trás o espelho da Correspondência, aquela percepção de que o universo se repete em escalas, para mergulharmos agora em uma verdade ainda mais dinâmica. Se antes compreendemos a estrutura do cosmos, o terceiro princípio de Hermes Trismegisto nos revela o seu fôlego, o pulsar que impede que a realidade se torne uma fotografia estática e sem vida. O Terceiro Princípio: A Vibração – O Universo em Movimento Sentado
Carlos A. Buckmann
28 de dez. de 20253 min de leitura


O ESPELHO DO INFINITO
O ESPELHO DO INFINITO Retomamos nossa jornada pelos labirintos da sabedoria ancestral. Conforme prometido em nossa última reflexão, onde desbravamos a natureza mental de todas as coisas, avançamos agora para o segundo degrau dessa escada iniciática. Mas vamos deixar bem claro, que estou apenas fazendo uma análise interpretativa do texto da obra, sem tomar posição a favor ou contra. Ou seja, analisando as ideias apresentadas sem qualquer julg
Carlos A. Buckmann
27 de dez. de 20253 min de leitura


O MENTALISMO
O MENTALISMO O Universo é uma ideia Ontem, alguém que se identificou como um “maçom Iniciante” enviou-me uma mensagem dizendo que gostou muito da minha crônica sobre o Caibalion e perguntou se eu poderia escrever sobre todos os sete Princípios. Confesso que não tenho nem um décimo da capacidade de explicador de um Clóvis de Barros Fº, mas sou um estudioso e pesquisador da filosofia e, com base nisso, sempre estou atendendo conforme posso. I
Carlos A. Buckmann
27 de dez. de 20253 min de leitura


A DANÇA COM NÚMEROS
DANÇAR COM NÚMEROS Navegando pelos meandros da mente humana, buscando compreender a natureza do pensamento e da criação artística, meu pensamento, embebido na busca do equilíbrio entre o rigor do intelecto e a fluidez do espírito provoca uma reflexão sobre a complexa dança da existência moderna. Paul Valéry nos deixou uma frase, aparentemente simples, mas devastadora em sua profundidade: “Um homem de negócios é um cruzamento entre um dança
Carlos A. Buckmann
26 de dez. de 20254 min de leitura


QUANDO A LUZ SENTA-SE À MESA
QUANDO A LUZ SENTA-SE À MESA É noite de Natal. Estamos no Café Entre Fluxos, esse lugar onde o tempo não manda e o destino apenas sugere. Hoje, o ambiente amanheceu outra vez diferente, como se o ar tivesse sido varrido por uma brisa que não veio de nenhuma porta. O cheiro de chá de jasmim se mistura ao café etíope que acabei de passar, e ao fundo toca um alaúde suave, acompanhado por um sino tibetano que alguém juraria ter ouvido apenas na própria ima
Carlos A. Buckmann
24 de dez. de 20254 min de leitura
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