O UNIVERSO VIBRA
- Carlos A. Buckmann
- 28 de dez. de 2025
- 3 min de leitura

O UNIVERSO VIBRA
Deixamos para trás o espelho da Correspondência, aquela percepção de que o universo se repete em escalas, para mergulharmos agora em uma verdade ainda mais dinâmica.
Se antes compreendemos a estrutura do cosmos, o terceiro princípio de Hermes Trismegisto nos revela o seu fôlego, o pulsar que impede que a realidade se torne uma fotografia estática e sem vida.
O Terceiro Princípio: A Vibração – O Universo em Movimento
Sentado em silêncio, às vezes tento perceber a solidez da mesa sob meus braços ou a quietude das paredes ao meu redor. A mente comum nos engana, soprando-nos a ilusão de que a matéria é inerte.
No entanto, a sabedoria hermética, contida no Caibalion, nos confronta com uma sentença definitiva:
“Nada está parado; tudo se move; tudo vibra”.
Este princípio é a chave para entender que a diferença entre o que chamamos de matéria, mente e espírito é, essencialmente, uma questão de frequência.
O texto de Hermes nos ensina que do "Todo" até a mais grosseira forma de matéria, tudo está em vibração. Quanto mais alta a vibração, mais elevada é a posição na escala. O Espírito vibra com uma intensidade tal que parece estar em repouso, tal qual uma hélice que, ao girar em altíssima velocidade, parece imóvel aos nossos olhos.
No outro extremo, as formas densas de matéria vibram tão lentamente que também simulam a inércia. Entre esses dois polos, existe uma infinidade de graus que compõem a sinfonia da existência.
A lógica deste princípio é hoje confirmada pela ciência que outrora o ignorou. A física moderna nos diz que o átomo não é uma peça sólida, mas um turbilhão de partículas em movimento frenético em um vasto vazio.
Na sociedade, essa lei se manifesta nos "estados de espírito" coletivos. Uma nação, uma cidade ou um pequeno grupo social possui uma "frequência" própria. Ideias que "ressoam" são aquelas que encontram uma vibração compatível no tecido social da época. Quando dizemos que o "clima está pesado" ou que "há uma boa energia no ar", estamos, inconscientemente, tateando o Terceiro Princípio.
Grandes mentes captaram essa essência muito antes dos laboratórios modernos.
Nikola Tesla, o gênio da eletricidade, foi categórico ao dizer:
"Se você quiser encontrar os segredos do universo, pense em termos de energia, frequência e vibração".
Antes dele, o pré-socrático Heráclito já sentenciava o seu “Panta Rhei” (tudo flui), ensinando que não nos banhamos duas vezes no mesmo rio, pois as águas e nós mesmos estamos em constante movimento vibratório.
No mundo pragmático dos negócios, a Lei da Vibração é a diferença entre a perenidade e a obsolescência. Uma empresa que para de "vibrar", ou seja, que cessa sua inovação, seu movimento e sua adaptação, entra em um estado de baixa frequência que precede a morte corporativa.
Ressonância com o Mercado: O sucesso de um produto depende da sua capacidade de entrar em ressonância com as necessidades (frequências mentais) do público. Marketing, em sua essência filosófica, é a tentativa de alinhar a vibração de uma marca à vibração do desejo do consumidor.
A Cultura da Alta Frequência: Ambientes de trabalho estagnados, burocráticos e sem propósito possuem uma vibração baixa, que repele talentos e criatividade. Por outro lado, empresas disruptivas mantêm uma "frequência de operação" elevada, onde o movimento constante gera energia e novos resultados.
Um exemplo contemporâneo claro é a transição das mídias físicas para o streaming. As empresas que se apegaram à vibração lenta e sólida do disco de plástico foram engolidas pela vibração rápida e sutil dos dados transmitidos pelo ar. O mercado não mudou de lugar; ele mudou de frequência.
Olho para minhas próprias mãos e percebo que sou um evento, não um objeto. A Lei da Vibração nos retira o conforto da estagnação, mas nos devolve o poder da transformação. Se tudo vibra, então nada é imutável.
Muitas vezes nos tornamos escravos de vibrações alheias, permitindo que o ruído do mundo desajuste nossa própria sintonia.
Ser mestre de si mesmo, sob a ótica hermética, é aprender a alterar a própria vibração mental através da vontade, escolhendo em qual frequência desejamos habitar.
Afinal, em um universo que nunca para quem se recusa a vibrar acaba sendo desintegrado pelo ritmo da vida.




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