VAMOS FALAR DE PROPÓSITO
- Carlos A. Buckmann
- 21 de set. de 2020
- 3 min de leitura

Sempre que nos reunimos com um candidato a novo associado em nossa Rede, temos uma apresentação visual, cuja primeira lâmina trás apenas esta pergunta: “QUAL É O SEU PROPÓSITO?” – Nós mesmos, como rede associativa, temos um propósito: “ENTENDER VOCÊ É O QUE IMPORTA”, frase bonita desenvolvida por nossa agência, mas que representa o sentido de nosso associativismo: “entender é mais de que simplesmente atender”. – Portanto, para entender outra pessoa, é preciso saber o que ela pretende com seu projeto, com a escolha que está fazendo neste momento. – Amigo, a máxima é bem conhecida: a vida é feita de escolhas e como escreveu Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. Por isso a importância de termos um propósito definido em cada escolha que fazemos.
O neuropsiquiatra suíço Viktor Emil Frankl ensinou que: “A maior tarefa de qualquer pessoa é encontrar um propósito para sua vida”. Portanto, uma vida sem propósito é uma vida sem sentido.
Buscando em minha memória, pessoas que conheci e que tinham propósito em suas vidas, viajei no tempo, voltando a minha adolescência, nos tempos em que cursava o “ginásio”, depois chamado de segundo grau e que fazia parte da banda marcial do Colégio Santa Maria, comandada pelo Marista Irmão Leão, de profundo conhecimento de música, com seu leve sotaque espanhol e com sua mão firme no comando de sua banda, com um propósito: nos ensinar música e moldar nosso caráter na rígida disciplina marista. Nos ensinou a ler partituras e sentir a melodia com o coração, fazendo de nossa banda uma verdadeira super orquestra. Com certeza, o maior propósito de sua vida me ficou marcado para todo o sempre. Alguns de nós “bandoleiros”, como carinhosamente nos chamávamos por integrar a banda, se tornaram músicos profissionais e os que não seguiram a profissão, levaram para sempre na alma o gosto por essa arte, que com certeza é a que mais profundamente mexe com nossos sentimentos, nos tornando mais humanos e mais sociáveis. Eu guardei para sempre essa sensibilidade e mesmo abandonando a prática da música, me sobrou a firmeza de caráter e o sentido de disciplina que carrego até hoje.
Quando uma pessoa me diz que o propósito de sua empresa é ganhar dinheiro, fico muito preocupado, pois considero que ganhar dinheiro é a consequência de um trabalho bem feito, baseado num propósito, num porquê de estabelecer um negócio.
Henri Ford, quando criou o Modelo T dentro de uma linha de montagem, tinha um propósito definido: fabricar um carro forte e de baixo custo, para que todo americano, inclusive os funcionários de sua fábrica, pudesse comprar um e melhorar sua qualidade de vida. Todo sucesso de Ford foi consequência deste propósito.
Ter um propósito é mais do que ter um simples planejamento. O planejamento você faz com o cérebro, com o conhecimento, com a ciência. O propósito tem que nascer “do coração”, da inteligência emocional, de dar sentido à vida das pessoas para assim se conseguir um mundo melhor.
No seu discurso aos formandos de Stanford, Steve Jobs, já tendo conhecimento do avançado estado de sua doença, salientou: - “Lembrar que você vai morrer é a melhor forma de evitar a armadilha de pensar que existe algo a perder. Você já está nu. Não há motivos para não seguir o próprio coração.”
Para que nossas empresas e mesmo nossas vidas tenham um sentido e deixem marcas em sua passagem por este mundo, é preciso termos um propósito definido, nascido do coração e que faça a diferença para aqueles a quem pretendemos servir. Cedo ou tarde, você e sua empresa passarão e o que restará serão apenas as marcas de seus atos.
Então, QUAL É O SEU PROPÓSITO?
Pense nisso
e bons negócios prá nós.




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