UMA VISÃO OTIMISTA NOS NEGÓCIOS
- Carlos A. Buckmann
- 6 de jan. de 2025
- 3 min de leitura

Uma Crônica Otimista sobre a Humanidade e os Negócios
"A história da humanidade não é uma história de progresso, mas de retrocesso. A cada passo em frente, damos dois para trás." Essa frase, de Rutger Bregman, parece desafiar tudo o que já ouvimos sobre a evolução humana. Mas, ao mergulhar em "Humanidade: Uma História Otimista do Homem", somos convidados a enxergar a nossa espécie sob uma nova luz.
Bregman nos apresenta uma tese provocativa: a humanidade é, por natureza, mais cooperativa do que competitiva. Ele baseia sua argumentação em diversos estudos e exemplos históricos, mostrando como, em momentos de crise, as pessoas tendem a se unir e a ajudar umas às outras. Essa visão otimista contrasta com a narrativa dominante, que pinta o ser humano como egoísta e violento.
Vamos então fazer uma análise dos pontos positivos e negativos do pensamento de Bregman:
Pontos positivos:
Otimismo: Ao focar nos aspectos positivos da natureza humana, Bregman nos inspira a acreditar em um futuro melhor.
Cooperação: Sua ênfase na cooperação nos lembra da importância de trabalhar juntos para resolver os problemas da sociedade.
Empatia: Ao mostrar como a empatia é uma característica fundamental do ser humano, Bregman nos convida a sermos mais compassivos uns com os outros.
Pontos Negativos:
Exagero: Alguns críticos argumentam que Bregman tende a idealizar a natureza humana, ignorando os aspectos mais sombrios da história.
Simplificação: A complexidade da condição humana é difícil de captar em uma única narrativa.
Utopismo: Sua visão otimista pode ser vista como ingênua por aqueles que acreditam que a natureza humana é inerentemente má.
O pensamento de Bregman pode parecer distante do mundo corporativo, mas ele tem muito a oferecer aos pequenos, médios e grandes empresários. A ideia de que as pessoas são, por natureza, cooperativas, sugere que é possível construir negócios baseados na confiança e na colaboração.
Um grande exemplo de que isso é possível, são as classificadas com o selo de Empresas B. Essas empresas se comprometem a ter um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Empresas B são companhias que, além de gerar lucro, possuem um compromisso genuíno com o desenvolvimento social e ambiental. Elas vão além da mera filantropia, integrando esses propósitos diretamente em suas operações e modelos de negócio. No Brasil, a Natura, empresa brasileira de cosméticos é um exemplo de sucesso, com um modelo de negócio baseado na sustentabilidade e no relacionamento com seus colaboradores e consumidores.
A visão otimista de Rutger Bregman sobre a natureza humana e sua defesa da cooperação como força motriz da sociedade encontram um terreno fértil no mundo dos negócios. No entanto, transformar essa visão em prática dentro de uma organização pode ser um desafio.
A pressão por resultados a curto prazo, a cultura do "queremos tudo para ontem" pode dificultar a implementação de práticas mais sustentáveis e humanistas, que muitas vezes exigem investimentos a longo prazo.
As pessoas tendem a resistir a mudanças, especialmente quando essas mudanças desafiam o status quo. Implementar uma nova cultura organizacional pode ser um processo lento e desafiador.
É difícil quantificar o impacto de práticas mais humanistas no desempenho da empresa. Isso pode gerar dúvidas e insegurança por parte dos gestores.
Em um mercado altamente competitivo, as empresas que adotam uma abordagem mais humanista podem enfrentar dificuldades para competir com empresas que priorizam o lucro a qualquer custo.
Então, como superar esses desafios?
Para isso os líderes precisam estar comprometidos com a mudança e comunicar claramente a visão da empresa. É fundamental manter os funcionários informados sobre os progressos e os desafios da implementação. A empresa precisa criar um ambiente onde o erro é visto como uma oportunidade de aprendizado.
A implementação de uma abordagem humanista nas empresas é um processo desafiador, mas que pode trazer benefícios tanto para a empresa quanto para a sociedade. Ao superar os obstáculos e investir em práticas mais sustentáveis e justas, as empresas podem construir um futuro mais próspero e equitativo para todos.
Sei lá! Talvez eu tenha um pensamento utópico, mas ao ler e reler HUMANIDADE, não tive como não trazer essas ideias para o mundo dos negócios, que é onde vivemos todos os nossos dias.
Fica a ideia. Você não precisa ter o selo de Certificação B, mas pode ter uma empresa mais humana.
A mudança do mundo só pode acontecer com a mudança de cada um.




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