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UMA QUESTÃO DE VISÃO

  • Carlos A. Buckmann
  • 14 de out. de 2019
  • 3 min de leitura


Tudo depende de como eu vejo os fatos.

A Bíblia tem grandes histórias.

No Primeiro Livro de Samuel, encontramos a história de David e Golias. Era uma luta que tinha tudo prá não dar certo (para David). – Quando os soldados de Israel viram o tamanho do gigante filisteu Golias, por certo que pensaram: “Puxa, como ele é grande, não tem como vencê-lo” – No entanto, entre eles havia um menino, pequeno, franzino, e armado apenas de uma funda, que deve ter pensado diferente: - “Puxa, como ele é grande, vai ser fácil de acertar”. – O desfecho desta história todos já conhecem.

A maneira como você encara seu mercado, lhe dará a dimensão de como você vai se posicionar nele.

Com certeza, seja qual for o seu ramo, se você é um pequeno ou médio empreendedor, terá pela frente a concorrência de gigantes.

Se o seu ramo é o de alimentos, os hipermercados são os gigantes a serem enfrentados. Se você é do ramo de confecções, os grandes magazines são seus gigantes oponentes. Se seu ramo é farmácia, as grandes redes vão parecer imbatíveis.

Então, é preciso pensar como David.

As gigantes, são menos ágeis para se movimentar, suas estruturas são normalmente engessadas e mais lentas em suas mudanças. Claro que são mais bem planejadas, mais assertivas, mais... mais... e ponha quantos mais você quiser para aumentar a dimensão do seu problema. Mas não esqueça, nas gigantes, as decisões não são tomadas na ponta, elas têm que vir de cima, do alto, do comando, que estão longe de quem executa e principalmente, longe de você, que conhece sua cidade, seu bairro, sua rua e, pessoalmente, seus clientes. Claro que se você ficar sempre impressionado pelo tamanho da concorrência, com suas políticas de negócios e não souber usar a “funda” que é sua arma, você está com a visão do resto da soldadesca: - Puxa não tem como enfrentá-lo. É muito grande.

Conheço um pequeno empresário do ramo farmacêutico, que tinha uma loja (farmácia) num bairro de classe média baixa, que podemos chamar de classes C e D. Bairro residencial, de gente simples e com pouco poder aquisitivo. Como era a única farmácia do bairro, ele cresceu sempre acima do mercado, até chegar ao limite de demanda do bairro. Como cresceu sustentavelmente, bom administrador, já tinha capital para abrir mais uma loja. – Para a escolha do ponto, poderia escolher outro bairro da mesma classe, onde repetiria sua história de sucesso. No entanto, resolveu pensar grande e olhar o mercado como um todo. Escolheu um local no centro da sua cidade, onde estava o forte do comércio e entre lojas de duas grandes redes.- Sua visão: “é lá que o resto da população vai, é lá que circula o dinheiro de todas as classes da cidade”. Loucura? Para quem pensa pequeno, sim. Para quem enxerga longe, não.

Ele sabe como usar suas armas. Sua loja (pertence a uma grande rede associativa) seguiu todos os padrões de layout externo e interno, bem iluminada, bem abastecida, e com gerenciamento estratégico. Parou por aí? – Claro que não. Estuda os pontos fortes das gigantes concorrentes, os preços promocionais e não se importa em vender os mesmos produtos, às vezes empatando ou até perdendo algum dinheiro em promoções pontuais, mas sabendo que ganha melhor nos artigos sem promoções. Uma vez por semana, ele sai de dentro da loja e vai para o outro lado da rua, olhando a loja com olhar de cliente, se pergunta: “o que posso fazer para melhorar?” Pensa e faz. Sua loja foi bem administrada e hoje já planeja abrir uma terceira, no meio das gigantes.

Ágil e com pensamento de David ele me diz sempre: “Como elas são grandes. São fáceis de acertar”.

Pense nisso

e bons negócios prá nós.

 
 
 

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