UMA LIÇÃO ANTIGA
- Carlos A. Buckmann
- 4 de dez. de 2019
- 3 min de leitura

Quando algumas vezes nos pegamos lembrando do passado, da nossa infância, por certo que nos vêm à memória diversas imagens que nela ficaram gravadas para sempre.
Dos tempos em que as ferrovias cruzavam nosso país de norte a sul e, particularmente no meu Estado, Rio Grande do Sul, onde todas as cidades importantes eram ligadas pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A) que incorporou a antiga VFRGS (Viação Férrea do Rio Grande do Sul), em cada cruzamento de rodovia com a ferrovia, havia um sinal obrigatório, indicando o cruzamento e com o seguinte aviso: PARE – OLHE – ESCUTE. Excelente conselho, pois como os trens são infinitamente maiores e não tem como frear instantaneamente, os condutores de carros, caminhões e outros veículos automotores precisam destes cuidados para evitar acidentes. Este é um tipo de confronto onde apenas um lado sai perdendo: o veículo menor, que nunca seria o trem.
Aqui registro mais uma lição: Não enfrente a briga que você sabe que não pode vencer. Pelo menos sem as armas necessárias. (Estou falando de negócios e não de briga corporal).
Esta sinalização, PARE – OLHE – ESCUTE, nunca deixou de ser meu sinal de alerta para todo cruzamento, encruzilhada, problema ou situação duvidosa em que a vida me coloca. E a vida leva a gente por caminhos que não se imagina. Muitas vezes fui e sou obrigado a parar diante de problemas ou dúvidas que se me apresentam. Quando se para, é preciso olhar em volta, ver os movimentos e, se não visualizar nada, pare mais um instante e escute. Com certeza algum ruído, ou mesmo o silêncio, lhe indicarão a hora, o momento de prosseguir.
Nas minhas atividades diárias, adotei uma norma de três paradas obrigatórias, independentemente de outras que se façam necessárias, para parar, olhar e escutar. Pela madrugada, quando levanto e vou para o chuveiro tirar a cama do corpo, aproveito para fazer uma avaliação do dia anterior e mentalizar o que ficou pendente ou programado para esse dia; ao meio dia, uma avaliação das atividades matinais e programação da tarde; no final do expediente, a recapitulação do dia e anotar as pendências para o dia seguinte. São paradas de poucos segundos ou no máximo alguns minutos, mas o hábito me levou a raciocínios rápidos onde consigo mentalizar o que se faz necessário.
Em cada parada, olho, visualizo o ambiente, escuto os amigos e colegas ou mesmos mensagens que ficaram no ar e então as percebo, para continuar sendo o mais assertivo possível. Mas apesar disso, ainda erro muitas vezes (sou humano) e preciso corrigir minha rota.
Acho, ou melhor, tenho certeza, que se em todos nossos negócios, os responsáveis pelas lideranças de equipes, proprietários, gerentes ou gestores contratados, colocassem essa placa bem visível, muitos erros seriam evitados e nossos negócios seriam bem mais rentáveis.
Sejam quais forem os problemas que se apresentem no dia a dia, e olhe que são muitos, concorrência agressiva, vendas que caem, clientes que reclamam, funcionário que deixa a desejar, produtos avariados, entregas atrasadas e por aí vai, primeira atitude: PARE, evite de ser atropelado pelo problema; não foque nele, mas na solução. OLHE, encare o problema de frente para ver que ele não é o fim do mundo. ESCUTE e busque conselhos, pois sempre tem uma solução. Às vezes o silêncio é bom conselheiro. Aí então, siga em frente.
Grave isso: Nos cruzamentos dos negócios e da vida, PARE – OLHE – ESCUTE.
Pense nisso
e bons negócios prá nós.




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