UM NOVO ANO OU SÓ UMA SEQUÊNCIA DE DIAS?
- Carlos A. Buckmann
- 31 de dez. de 2024
- 3 min de leitura

Um Novo Ano, Uma Nova Página em Branco
2024, um ano que inscreveu seu nome na história com letras de fogo e tinta sangrenta. Um ano que nos convidou a uma dança frenética, com a orquestra mundial tocando uma sinfonia caótica. Enchentes que varreram sonhos no Rio Grande do Sul, guerras que ecoaram em continentes distantes, e o medo que pairava no ar a cada decolagem. Um ano que nos lembrou, mais uma vez, da fragilidade da vida e da imprevisibilidade do destino.
Este foi um ano que nos convidou a olhar para dentro de nós mesmos. Diante de tantas notícias ruins, é natural que nos sintamos ansiosos, tristes ou até mesmo desesperançosos. Mas, ao mesmo tempo, observamos atos de solidariedade e compaixão que nos restauram a fé na humanidade. A psicologia nos ensina que as crises podem ser momentos de grande crescimento pessoal e coletivo, quando somos desafiados a encontrar novas formas de lidar com o sofrimento e a construir um futuro mais justo e equitativo.
O ano que passou nos colocou diante de um espelho, refletindo nossas mais profundas angústias e esperanças. Os eventos que marcaram este período nos convidaram a questionar os fundamentos da existência humana. A guerra, as catástrofes naturais e as crises sociais nos levaram a indagar sobre o sentido da vida, a natureza do bem e do mal, e a nossa relação com a sociedade.
Diante de tanta incerteza e sofrimento, é natural que nos perguntemos sobre o propósito da nossa existência. Qual o significado de viver em um mundo marcado por conflitos e desigualdades? As tragédias que assolaram o planeta em 2024 nos levaram a buscar respostas em nossas crenças, filosofias e relações interpessoais. A busca por um sentido para a vida tornou-se ainda mais urgente, impulsionando-nos a encontrar significado em nossas ações e a construir um futuro mais justo e equitativo.
As guerras e os conflitos que marcaram esse ano nos confrontaram com a dualidade do bem e do mal. Atos de crueldade e violência coexistiram com gestos de compaixão e solidariedade. Essa dicotomia nos levou a questionar a natureza humana e a origem do sofrimento. A filosofia, a religião e a psicologia nos oferecem diferentes perspectivas sobre essa questão complexa, mas a busca por respostas continua sendo um desafio para a humanidade.
Os eventos de 2024 também nos mostraram a importância das relações sociais e o papel do indivíduo na construção de um mundo melhor. A pandemia, que desacelerou, mas não foi embora, as guerras e as catástrofes naturais nos levaram a reconhecer a nossa interdependência e a necessidade de cooperarmos para enfrentar os desafios comuns. Ao mesmo tempo, a busca por individualidade e autonomia nos impulsiona a questionar as normas sociais e a construir um futuro mais justo e equitativo.
2024 foi um ano de grandes desafios, mas também de grandes oportunidades. As crises que enfrentamos nos convidam a repensar nossas prioridades e a construir um futuro mais sustentável e justo. Ao refletir sobre as questões fundamentais da existência, podemos encontrar um novo sentido para a vida e fortalecer os laços que nos unem como sociedade.
Em suma, 2024 foi um ano que nos desafiou a crescer, a aprender e a nos conectarmos com a nossa humanidade. Que as lições aprendidas nos inspirem a construir um futuro mais promissor para todos.
Mas, afinal, o que é um ano senão uma sequência de dias? Dias que se repetem e se transformam, como as folhas de um calendário que se desprendem impiedosamente. Dias de sol e chuva, de alegrias e tristezas, de esperança e desespero. Dias que moldam nossas histórias e nos fazem quem somos.
E é nesse carrossel frenético que seguimos em frente. A vida, com sua infinita capacidade de nos surpreender, nos convida a mais uma volta. Um novo ano, uma nova página em branco, onde podemos escrever novas histórias. Mas, antes de começarmos a escrever, precisamos respirar fundo e lembrar de tudo o que passamos. Precisamos agradecer pelas lições aprendidas, pelas pessoas que nos amam e pelas pequenas alegrias que nos acompanham no dia a dia.
E para finalizar com um toque de humor, que tal pensarmos assim: 2024 foi como um vestibular mundial, onde a prova foi a vida e as respostas, ninguém acertou todas. Mas, e aí? Pelo menos a gente teve a chance de participar! E quem sabe, no próximo ano, a prova seja um pouco mais fácil? Ou, quem sabe, a gente já tenha decorado o gabarito? Afinal, a vida é como uma caixa de bombons: você nunca sabe o que vai encontrar, mas a diversão está em provar cada um deles.
Então, vamos lá! Um brinde a 2025, o ano em que a gente vai tentar não morrer de susto a cada notícia e vai aprender a dançar na chuva, mesmo que ela venha com granizo. Afinal, se a vida nos der limões, a gente faz limonada... e ainda vende pra vizinhança!
Que venha 2025.




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