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QUEM SABE NADAR E QUEM NADA, NADA.

  • Carlos A. Buckmann
  • 30 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura

QUEM SABE NADAR E QUEM NADA, NADA.

     Ao mergulhar nas páginas da biografia de Michael Phelps, senti um misto de assombro e inspiração. Sua jornada, marcada na infância pelo diagnóstico de TDAH, é um exemplo de superação que transcende os limites da piscina. Phelps não apenas dominou a arte de nadar; ele transcendeu os desafios de sua mente e corpo, convertendo obstáculos em impulsos. Cada braçada sua parecia carregar o peso de milhares de histórias de pessoas que se recusaram a ceder à força das correntezas da vida.

     Foi então que lembrei da frase que minha esposa repete com sabedoria: “Quem sabe nadar, nada; quem não sabe, fica no raso agitando as águas para fingir que nada.” Essa reflexão, que parece simples à primeira vista, possui uma profundidade que me leva a pensar sobre a filosofia do sucesso e da autenticidade.

     Quem sabe nadar, como Phelps, não teme o fundo. Lança-se às águas profundas com a coragem de quem almeja a outra margem, o triunfo. São os que se entregam aos desafios, reconhecendo que, na profundidade, está o verdadeiro aprendizado, onde as correntezas podem ensinar mais do que a calmaria. Já os que não sabem nadar, presos ao conforto do raso, não vivem a experiência completa. Apenas simulam esforço, agitando braços e pernas na tentativa de parecerem ativos. É uma metáfora perfeita para as tantas figuras do cotidiano que preferem o espetáculo à ação, a imagem ao conteúdo.

     Trazendo isso para a vida pessoal e o mundo dos negócios, há uma lição fundamental: a autenticidade e a competência se destacam. Aqueles que realmente sabem o que estão fazendo ousam, arriscam-se, enfrentam as turbulências. Avançam com consistência e entregam resultados. Por outro lado, há quem, no raso, faça um barulho sem impacto, vendendo ilusões. E pior de tudo: TEM QUEM COMPRE.

     Isso nos leva ao famoso ditado: “Quem sabe faz; quem não sabe ensina.” No contexto dos "coaches" que proliferam hoje, muitos se transformaram em “sofistas” modernos, dominando a retórica, mas falhando em oferecer substância. Vendem fórmulas mágicas de sucesso, mas, na prática, estão presos à areia da praia, longe das águas que levam ao real aprendizado.

Mergulhando nas Profundezas dos Negócios

     Nos negócios, assim como nas águas, aqueles que ousam nadar em profundezas inexploradas são os que moldam o futuro. São os inovadores, os visionários, os que não têm medo de arriscar-se em territórios desconhecidos. Assim como Michael Phelps se destacou por sua coragem de enfrentar desafios, empresas como a BYD, que apostaram em carros elétricos muito antes de se tornarem populares, ilustram essa disposição de explorar o desconhecido. A inovação nasce do profundo, onde as águas são agitadas, mas as recompensas são inigualáveis.

      Por outro lado, aqueles que “agitam as águas no raso” representam um alerta. No mundo corporativo, isso se manifesta nas empresas que priorizam a aparência em vez do conteúdo. São marcas que investem em campanhas publicitárias exuberantes, mas não entregam valor real aos clientes. Para se destacar, é preciso evitar o barulho vazio e, em vez disso, focar em sustância, qualidade e consistência.

Do Ensino à Prática: Treinando Nadadores Verdadeiros

      Um ponto crucial no sucesso de qualquer negócio é o treinamento autêntico. Em um mercado saturado de palestras motivacionais e fórmulas prontas, destaca-se quem capacita verdadeiramente. Líderes visionários não apenas ensinam de forma prática, mas mergulham junto com suas equipes, oferecendo experiências reais que preparam os profissionais para enfrentar os mares corporativos. Empresas que investem em programas de mentoria e aprendizado “hands-on” ajudam a formar nadadores preparados para qualquer correnteza.

Construindo Pontes: Liderança como Transformação

     No coração de uma liderança eficaz está a habilidade de construir pontes. Líderes autênticos não só atravessam o oceano, mas ajudam suas equipes a fazerem o mesmo. Eles não nadam sozinhos; estendem a mão, compartilham aprendizados e constroem caminhos. Isso diferencia o verdadeiro líder do simples motivador – aqueles que inspiram ação concreta, ao invés de apenas palavras vazias.

Resiliência nas Águas Turbulentas

     As águas do mundo corporativo nem sempre são calmas. Assim como nadadores enfrentam marés inesperadas, empresas precisam lidar com crises e desafios. A resiliência é a habilidade de continuar nadando mesmo quando o mar está revolto. Exemplos de sucesso incluem empresas que, em meio a crises econômicas globais, encontraram soluções criativas e inovadoras para sobreviver e prosperar.

Os Sofistas da Era Moderna

     E, por fim, voltamos ao contraste entre os “nadadores” e aqueles que apenas agitam as águas. No mundo dos negócios, os sofistas modernos – muitas vezes na forma de "coaches financeiros" – fazem sucesso com retóricas vazias, prometendo atalhos que raramente funcionam. Enquanto isso, aqueles que realmente nadam e enfrentam as adversidades são os que constroem legados. Cabe a cada profissional e empresa decidir: permanecer na superfície ou mergulhar no profundo.

     Phelps nos ensina que o verdadeiro nadador é aquele que não teme o profundo e que a força não está em fingir que se sabe, mas em enfrentar e superar os desafios. Que possamos ser autênticos, nadadores das águas profundas da vida, e que nosso sucesso venha da coragem de ir além do raso.

 

 
 
 

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