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PROCRASTINAÇÃO: O HÁBITO DE ADIAR O PRESENTE

  • Carlos A. Buckmann
  • 25 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura

PROCRASTINAÇÃO: O HÁBITO DE ADIAR O PRESENTE

     A palavra procrastinação deriva do latim “procrastinatio”, formada pela junção de pro- (à frente) e crastinus (relativo ao amanhã). Trata-se de um ato consciente de adiar tarefas que exigem atenção imediata, geralmente em favor de atividades mais prazerosas ou menos desafiadoras. Todos já experimentamos isso: postergar a organização de um armário enquanto navegamos sem rumo em redes sociais ou evitar uma conversa importante distraindo-nos com trivialidades.

     No campo das causas, a procrastinação muitas vezes surge de um misto de perfeccionismo, medo do fracasso e desmotivação. O perfeccionista posterga o início por receio de não alcançar a excelência; o inseguro teme encarar desafios com medo de errar; o desmotivado, por sua vez, carece de propósito claro. Seja por ansiedade, seja pelo excesso de distrações modernas, o efeito na vida pessoal é devastador. Tarefas acumulam-se como montanhas, e a culpa acompanha cada adiamento. A sensação de não ser produtivo gera um ciclo de insatisfação e estresse.

     Nas empresas, a procrastinação é mais insidiosa, pois afeta diretamente produtividade, prazos e lucro. Em uma pequena farmácia, por exemplo, as áreas mais vulneráveis incluem a reposição de estoques, a organização de prateleiras e o preenchimento de relatórios obrigatórios. A procrastinação do farmacêutico na realização dessas tarefas pode resultar em falta de medicamentos essenciais, desordem no ambiente e até multas por atrasos na documentação regulatória.

     Identificar os sinais dessa prática exige observar pequenos descuidos: medicamentos vencidos não retirados da prateleira, atrasos em pedidos de fornecedores, prazos expirados e um clima de urgência constante. Tudo isso aponta para uma cultura organizacional que tolera o adiamento ou que carece de métodos eficazes de organização.

     Para corrigir o problema, é essencial estabelecer prioridades claras e prazos definidos, criando um ambiente que valorize a produtividade sem sobrecarregar a equipe. Ferramentas como listas de tarefas e cronogramas semanais são úteis, além de promover treinamentos que ensinem técnicas de gestão de tempo. Uma cultura de responsabilidade coletiva, onde todos têm papéis bem definidos, também desestimula a procrastinação.

     Se ignorado, o problema pode escalar com consequências graves. A farmácia pode perder clientes por falta de produtos em estoque, além de comprometer a segurança dos consumidores ao negligenciar boas práticas. A longo prazo, a reputação da empresa sofre, gerando declínio no volume de vendas e até o risco de fechamento.

     No mundo acelerado de hoje, procrastinar pode parecer um alívio momentâneo, mas é um preço alto a pagar no futuro. O verdadeiro antídoto? Ação no presente, pois amanhã sempre parecerá mais cômodo... até ser tarde demais.

     Então, meu caro procrastinador, deixo aqui um conselho: antes que a farmácia vire um campo de batalha entre prateleiras desorganizadas e medicamentos vencidos, tome coragem e enfrente aquele monstro chamado "fazer agora". E se precisar, crie esse  lema: mais vale uma tarefa concluída hoje do que um estoque inteiro por arrumar amanhã! Afinal, a procrastinação pode até ser paciente, mas o tempo... esse não perdoa ninguém!

 

 

 
 
 

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