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PREOCUPAÇÕES

  • Carlos A. Buckmann
  • 24 de dez. de 2019
  • 3 min de leitura

Atualizado: 31 de mar. de 2021



Na contracapa da edição de CRIME E CASTIGO de Dostoiévski, publicado pela editora L&PM, tem uma frase de Friedrich Nietzsche: “Dostoiévski é o único psicólogo que tem algo a me ensinar”. – Na realidade, todos os personagens criados por Dostoiévski em seus romances, são um “prato cheio” para tratados de estudos da mente humana. – Em “O JOGADOR”, ele registra esta pérola da psicologia: “De que serve enganar-se a si mesmo? É a ocupação mais vã e desprezível”.

Agora pare por um instante, respire fundo e relaxe... – Relaxou? Então busque aí na sua mente, quantas vezes você mentiu para si mesmo, quantas vezes você continuou se enganando e mascarando soluções inviáveis para simples problemas do dia a dia.

Suas vendas começam a cair, os clientes parecem estar diminuindo e você encontra a justificativa de que é culpa da crise, culpa da concorrência, culpa de alguma coisa fora de você mesmo. Tudo isso só o deixa mais preocupado, mais nervoso, mais estressado. Você fica cego. Você tem dificuldade para dormir e daí acorda mais cansado e mais estressado. Levanta de manhã com a sensação de que está manietato por um polvo imenso com seus oito tentáculos. Mas a culpa é da crise, a culpa é da concorrência... a culpa é dos outros... e continua enganando a si mesmo. Seus pensamentos se fixam em tudo o que é de ruim que já lhe aconteceu e que algo pior ainda vai acontecer.

Nossa mente tem essa capacidade de valorizar o que é ruim, pois o medo está arraigado em nosso DNA desde o início do aparecimento do “homo erectus” há dois milhões de anos, e pensamentos ruins aderem a nossa mente de forma pegajosa, grudenta e difícil de descolar.

Então, PARE! – Respire fundo. - Isso! Mais uma vez! E mais outra! Mantenha a mente atenta em sua respiração. Sinta o ar fluindo em seus pulmões. Espire com calma, relaxe. – Mais calmo? - Então vamos recomeçar. Voltemos a frase de Dostoiévski: “De que serve enganar-se a si mesmo? É a ocupação mais vã e desprezível.”

Olhe com calma para todo o seu negócio: Quem trabalha com você sabe o que está fazendo e o que precisa ser feito? Você tem no seu quadro de funcionários filhos, parentes ou alguém que você acha que não pode despedir, mas que se fosse um estranho você despediria? Sua loja é atraente? Você já atravessou a rua e olhou a sua loja de longe para ver se ela é atrativa? Se você fosse cliente, atravessaria a rua para comprar nessa loja? Você já se deu o sagrado direito de dizer NÃO, para aquilo que você sabe que está errado? Você já viu que o mercado mudou em pequenos e grandes detalhes e você não muda porque sempre foi assim?

Um certo dono de farmácia que conheci há alguns anos, era uma pessoa tremendamente estressada, vivendo a base de medicamentos para manter a pressão arterial sob controle. Seus funcionários e a própria esposa, que no caso era quem cuidava da parte financeira, viviam também sob tensão, com medo de cometer qualquer erro, pois sabiam das broncas que levariam. O ambiente era extremamente ruim e o turnover da equipe era alto, pois sempre alguém era culpado de alguma coisa. Ele e a equipe sempre se mantinham preocupados. Se a esposa porventura atrasasse o pagamento de qualquer título, seria culpada e além da bronca que levaria na frente dos próprios funcionários, teria que arcar com os juros e multas que daí adviessem. Um dia, ao abrir seus e-mails, ela, a esposa, recebeu num deles, em anexo, um boleto bancário de valor expressivo e que vencia naquela data. Preocupada com os resultados (bronca e despesas extras) entrou no site de seu banco e pagou o tal boleto, sem nem verificar a origem. Resultado: era um golpe cibernético, um boleto frio, enviado por algum espertalhão. – Não fiquei para ver o resultado, que presumo não ter sido nada bom.

Portanto, reveja suas atitudes. Limite suas preocupações ao seu devido tamanho. Pare de se enganar. Respire fundo dez vezes e reveja seus conceitos. Não superdimensione suas preocupações. Não engane a si mesmo. Ah! Sabe aquele provérbio popular? - "Calma e canja de galinha nunca fizeram mal a ninguém”.

Pense nisso

e bons negócios prá nós.

 
 
 

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