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PEQUENAS CRÔNICAS SOBRE AS GRANDES FILOSOFIAS

  • Carlos A. Buckmann
  • 16 de set. de 2024
  • 4 min de leitura

Os pioneiros da sabedoria: Uma abordagem sobre os filósofos pré-socráticos.

Em um tempo em que os mitos e deuses ditavam as explicações para os fenômenos naturais e para a existência humana, um grupo de pensadores gregos ousou questionar tudo. Esses filósofos, que viveram antes de Sócrates e são conhecidos como pré-socráticos, foram os verdadeiros pioneiros da filosofia ocidental.

Eles abandonaram as narrativas míticas e se voltaram para a razão, buscando explicações naturais para o universo. Tales de Mileto, por exemplo, propôs que a água era o princípio de todas as coisas, enquanto Anaximandro sugeriu que a arché, ou princípio fundamental, era o ápeiron, uma substância infinita e indeterminada.

Essa busca por um princípio unificador da realidade foi uma das grandes marcas dos pré-socráticos. Eles se questionavam sobre a origem do cosmos, a natureza da matéria e a própria essência do ser. Suas inquietações, embora formuladas em um contexto histórico e cultural muito diferente do nosso, ecoam até os dias de hoje.

A física moderna, por exemplo, herdou dos pré-socráticos a busca por leis universais que governam o funcionamento do universo. A teoria atômica, proposta por Demócrito, é um exemplo claro dessa influência. Embora a concepção de átomo tenha evoluído ao longo dos séculos, a ideia de que a matéria é composta por partículas indivisíveis tem suas raízes na filosofia pré-socrática.

Além da física, a filosofia pré-socrática também deixou um legado importante para outras áreas do conhecimento, como a ética e a política. Os pré-socráticos refletiram sobre questões como a natureza do bem e do mal, a justiça e a organização da sociedade. Suas ideias sobre a natureza humana e sobre a relação entre o indivíduo e a comunidade continuam a ser debatidas e reinterpretadas até hoje.

Em um mundo cada vez mais complexo e desafiador, a filosofia pré-socrática nos convida a voltarmos às origens do pensamento crítico. Ao questionarmos nossas crenças e a realidade que nos cerca, estamos seguindo os passos desses primeiros filósofos, que ousaram pensar além dos mitos e construir um conhecimento baseado na razão e na observação da natureza.

A relevância dos pré-socráticos para o mundo contemporâneo reside na sua capacidade de nos fazer pensar de forma mais profunda e abrangente sobre as grandes questões da existência. Ao estudarmos suas ideias, podemos desenvolver um senso crítico mais aguçado, uma maior capacidade de análise e uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo que nos rodeia.

Em suma, os filósofos pré-socráticos foram os primeiros a trilhar o caminho da filosofia, abrindo novas perspectivas para o pensamento humano. Seu legado continua vivo e relevante, inspirando gerações de pensadores e desafiando-nos a buscar sempre novas formas de compreender o universo e nosso lugar nele.

É paradoxal, mas a verdade é que, apesar do avanço científico e tecnológico exponencial que marca a nossa era, a ignorância e o misticismo parecem ter encontrado um terreno fértil em nossa sociedade contemporânea. Enquanto os pré-socráticos, em meio a uma sociedade predominantemente mítica, buscavam a razão e a explicação natural para o mundo, muitos de nós, cercados por informações e conhecimentos, parecemos voltar nossos olhos para o sobrenatural e para explicações simplistas e irracionais.

Em um mundo cada vez mais complexo, com informações inundando-nos por todos os lados, a tentação de buscar respostas rápidas e fáceis é grande. O misticismo, muitas vezes apresentado como uma solução mágica para os problemas da vida, oferece uma falsa sensação de compreensão e controle. A crença em conspirações, em curas milagrosas e em forças ocultas torna-se um refúgio para aqueles que se sentem perdidos e desorientados.

A ignorância, no entanto, nem sempre é fruto da falta de acesso à informação. Muitas vezes, ela é uma escolha consciente. Negar a ciência, questionar a existência de fatos comprovados e acreditar em notícias falsas são atitudes que, infelizmente, se tornaram cada vez mais comuns. A desconfiança nas instituições, a polarização política e a proliferação de "fake news" contribuem para esse cenário.

Os filósofos pré-socráticos, ao buscarem a razão e a explicação natural para o mundo, nos legaram um método de investigação que continua a ser fundamental para o avanço do conhecimento. Sua busca por um princípio unificador da realidade, sua curiosidade insaciável e sua disposição para questionar tudo são qualidades que deveríamos cultivar em nossa sociedade.

Ao olharmos para os pré-socráticos, podemos aprender a importância de:

Valorizar a razão: A razão é a nossa principal ferramenta para compreender o mundo. Ao utilizarmos a razão, somos capazes de distinguir o fato da ficção, a verdade da mentira.

Questionar tudo: Não devemos aceitar ideias prontas e acabadas. É fundamental questionar tudo, inclusive as nossas próprias crenças.

Buscar o conhecimento: O conhecimento é poder. Ao buscarmos o conhecimento, ampliamos nossos horizontes e nos tornamos mais livres.

Ser críticos: A crítica é essencial para o desenvolvimento do pensamento crítico. Ao analisar as informações que recebemos, somos capazes de identificar as falhas e as contradições.

A ironia da nossa época é que, enquanto a ciência avança a passos largos, a ignorância e o misticismo parecem ganhar força. Ao olharmos para os pré-socráticos, podemos encontrar inspiração para superarmos esse desafio e construir um mundo mais baseado na razão e no conhecimento.

Talvez pareça difícil, mas

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