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PEQUENAS CRÔNICAS SOBRE AS GRANDES FILOSOFIAS

  • Carlos A. Buckmann
  • 31 de out. de 2024
  • 4 min de leitura

Bertrand Russell (1872-1970)

Um Gigante Pensante em Pequenas Crônicas

Bertrand Russell, um nome que ecoa pelos corredores da história da filosofia, era muito mais do que um simples filósofo. Matemático, lógico, escritor, ativista político, ele foi um dos intelectuais mais influentes do século XX. Sua vida, marcada por uma curiosidade insaciável e uma busca incansável pela verdade, nos legou um acervo  filosófico riquíssimo e atemporal.

Nascido na Inglaterra em 1872, Russell perdeu os pais muito jovem e foi criado por parentes. Sua educação formal se iniciou em Cambridge, onde se dedicou à matemática e à filosofia. A partir dali sua jornada intelectual foi meteórica.

A obra de Russell é vasta e abrangente, englobando temas que vão da lógica à metafísica, da ética à política. Dentre seus livros mais importantes, destacam-se:

"Principia Mathematica": Em parceria com Alfred North Whitehead, Russell revolucionou a lógica matemática com essa obra monumental. O objetivo era fundar toda a matemática em princípios lógicos, uma empreitada ambiciosa que, embora não tenha sido totalmente realizada, abriu caminho para novas pesquisas na área.

"Os Problemas da Filosofia": Neste livro, Russell explora questões fundamentais da filosofia, como a natureza do conhecimento, a existência do mundo exterior e o problema do mal. Sua escrita clara e acessível o tornou um dos filósofos mais lidos do seu tempo.

"História da Filosofia Ocidental": Uma obra-prima da erudição, Russell traça um panorama completo da história da filosofia desde os gregos antigos até o século XX. Sua análise perspicaz e crítica dos principais filósofos o tornou uma referência indispensável para estudantes e pesquisadores.

"Por que não sou cristão": Neste ensaio polêmico, Russell critica o cristianismo, defendendo a importância da razão e da ciência. Sua posição ateísta e sua defesa da liberdade de pensamento geraram muita controvérsia.

Bertrand Russell foi um pensador prolífico, e suas obras abrangem uma vasta gama de temas. Já exploramos algumas de suas principais contribuições, mas há muito mais a ser descoberto. Vamos nos aprofundar em duas obras que revelam facetas distintas de seu pensamento: "Religião e Ciência" e "O Casamento e a Moral".

Em "Religião e Ciência", Russell se debruça sobre uma das mais antigas e acirradas controvérsias da história do pensamento: a relação entre fé e razão. Com sua habitual clareza e rigor, ele explora as áreas de conflito e convergência entre esses dois domínios.

Russell defende a primazia da razão sobre a fé. Para ele, a ciência, baseada em evidências empíricas e no método científico, oferece um conhecimento mais confiável e preciso sobre o mundo do que a religião, fundamentada em crenças e revelações. O filósofo argumenta que muitas das crenças religiosas são incompatíveis com as descobertas científicas. Ele critica, por exemplo, a ideia de um universo criado por um ser supremo e a noção de um futuro após a morte.

Apesar de suas críticas, Russell reconhece o papel da religião na vida das pessoas, oferecendo conforto e um sentido de propósito. No entanto, ele alerta para os perigos do dogmatismo religioso e da intolerância.

Em "O Casamento e a Moral", Russell aborda um tema que, em sua época, era considerado tabu: a sexualidade. Com uma mente aberta e livre de preconceitos, ele desafia as convenções sociais e morais vigentes, propondo uma nova visão sobre o casamento e as relações amorosas. Russell considera a sexualidade uma força vital e fundamental para a felicidade humana. Ele critica as restrições morais impostas à sexualidade, argumentando que elas levam à repressão e à infelicidade.

Para Russell, o casamento deve ser baseado no amor e na compatibilidade entre os parceiros. Ele defende a liberdade sexual e a igualdade entre homens e mulheres, criticando a submissão feminina e a instituição do casamento como um mero arranjo social. - O filósofo enfatiza a importância da educação sexual para que as pessoas possam tomar decisões conscientes sobre sua vida sexual. Ele acredita que a repressão sexual é uma das principais causas de neuroses e distúrbios psicológicos.

As ideias de Russell sobre religião, ciência e sexualidade continuam a gerar debates até hoje. Sua defesa da razão, da liberdade individual e da felicidade humana o tornaram um ícone do pensamento liberal. Embora algumas de suas ideias possam parecer radicais para sua época, elas contribuíram para uma maior compreensão da natureza humana e das complexidades das relações sociais.

A filosofia de Russell se caracteriza por um racionalismo crítico e um profundo humanismo. Ele acreditava que a filosofia deveria ser útil para a vida, ajudando-nos a entender o mundo e a vivermos de forma mais racional e feliz. Seus escritos sobre ética e política refletem sua preocupação com a justiça social e a paz mundial.

No contexto de seu tempo, Russell foi um intelectual engajado, defendendo causas como o pacifismo e o socialismo. Sua oposição à Primeira Guerra Mundial o levou à prisão e à perda de seu cargo em Cambridge. Apesar das perseguições, ele nunca deixou de defender seus ideais.

A influência de Russell nos dias atuais é inegável. Seus escritos sobre lógica, filosofia da linguagem e filosofia da ciência continuam a ser estudados e debatidos nas universidades. Suas ideias sobre ética e política ainda são relevantes para os desafios que enfrentamos hoje. Sua capacidade de sintetizar ideias complexas em uma linguagem clara e acessível o tornou um dos filósofos mais populares de todos os tempos. Suas obras continuam a inspirar e desafiar novas gerações de pensadores.

O revolucionário da sala de estar, não se limitou a questionar os dogmas religiosos. Ele também desafiou as convenções sociais sobre sexualidade, defendendo uma vida sexual plena e livre. Imagina só a cara das senhoras da sociedade vitoriana ao lerem suas ideias sobre o casamento! Mas, como dizia o próprio filósofo: - “O problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas estão cheias de certezas.” E Russell, com certeza, era um homem de muitas dúvidas, mas também de muita coragem para expressá-las. - “O problema do mundo não é que as pessoas pensam muito, mas que pensam muito pouco.” Então, que tal pegar um livro de filosofia e começar a pensar

VALE A PENA.

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