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PEQUENAS CRÔNICAS SOBRE AS GRANDES FILOSOFIAS

  • Carlos A. Buckmann
  • 7 de set. de 2024
  • 3 min de leitura

A Ética de Aristóteles em Tempos Modernos

Aristóteles, o filósofo grego que há séculos nos convida à reflexão sobre a boa vida, nos presenteia com a "Ética a Nicômaco", um guia atemporal para a busca da felicidade. Ao mergulharmos nas páginas desse clássico, somos levados a questionar se as virtudes e os valores defendidos por ele ainda ressoam em nossa sociedade contemporânea, marcada pela frenética busca por prazeres instantâneos e pelo individualismo exacerbado.

A felicidade, para Aristóteles, não se resume a momentos de euforia ou à acumulação de bens materiais. É um estado de plenitude alcançado através da prática das virtudes, que se desenvolvem ao longo da vida por meio do hábito e da educação. A virtude, para ele, é o ponto intermediário entre o excesso e a deficiência, um equilíbrio delicado que exige autoconhecimento e constante aprimoramento.

Em nossos dias, a felicidade muitas vezes é confundida com sucesso profissional, fama nas redes sociais ou a posse de bens de consumo. A busca incessante por esses objetivos nos afasta daquilo que realmente importa: as relações interpessoais, o desenvolvimento pessoal e a busca por um propósito maior. A ética aristotélica nos lembra que a verdadeira felicidade está ligada à nossa capacidade de amar, de sermos justos e de contribuir para o bem comum.

A virtude da justiça, por exemplo, é fundamental para a vida em sociedade. Em um mundo cada vez mais polarizado, a justiça é um valor que parece ter se perdido. As notícias diárias nos apresentam um cenário de desigualdade, injustiça social e conflitos. A ética aristotélica nos convida a refletir sobre nosso papel na construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

A virtude da coragem também é relevante nos dias de hoje. Em um mundo que valoriza a conformidade e o medo, a coragem é necessária para defendermos nossas convicções, para enfrentarmos desafios e para superarmos obstáculos. A coragem não é a ausência de medo, mas a capacidade de agir mesmo diante dele.

A "Ética a Nicômaco" nos oferece um mapa para navegarmos pelas complexidades da vida contemporânea. Ao resgatar os valores aristotélicos, podemos encontrar um caminho para uma vida mais plena e significativa. É preciso, no entanto, adaptar esses valores à nossa realidade, buscando um equilíbrio entre as exigências da vida moderna e a busca pela felicidade autêntica.

Em um mundo em constante transformação, a ética de Aristóteles continua a ser uma fonte de inspiração. Ao refletir sobre os ensinamentos do filósofo grego, podemos encontrar as ferramentas necessárias para construirmos um futuro mais justo, mais humano e mais feliz para todos.

Aristóteles, em sua "Ética a Nicômaco", nos apresenta um guia prático para a vida virtuosa. Um dos conceitos mais importantes e relevantes para os dias atuais é o da prudência, a capacidade de encontrar o meio-termo entre os extremos.

Em um mundo cada vez mais polarizado, onde as opiniões se radicalizam e os debates se inflamam, a ideia aristotélica de evitar os extremos parece mais necessária do que nunca. A virtude, para o filósofo grego, não reside nos extremos, mas sim em um ponto intermediário, um equilíbrio delicado entre o excesso e a deficiência.

A coragem, é a virtude que se situa entre a covardia e a temeridade. O generoso encontra-se no meio-termo entre a avareza e a prodigalidade. A justiça, por sua vez, é o ponto de equilíbrio entre a injustiça e a permissividade.

A prudência, para Aristóteles, não é apenas a capacidade de tomar decisões racionais, mas também de agir de acordo com elas. É a virtude que nos permite navegar pelas complexidades da vida, ponderando as diferentes opções e escolhendo a melhor conduta.

Em uma era marcada pela instantaneidade e pela busca por resultados imediatos, a prudência nos convida a desacelerar, a refletir sobre as consequências de nossas ações e a agir com cautela. A falta de prudência pode levar a decisões impulsivas e arrependimentos futuros.

As redes sociais,  são um terreno fértil para a polarização e para a exacerbação de opiniões. A busca pela aprovação e a necessidade de se destacar podem levar as pessoas a assumirem posições extremas, sem considerar as nuances de cada questão.

A prudência nos ensina que não há verdades absolutas e que a complexidade da realidade exige que consideremos diferentes perspectivas. Ao invés de nos apegarmos a uma única verdade, devemos buscar o diálogo e a compreensão mútua.

Na política, a prudência é ainda mais importante. A busca pelo poder a qualquer custo pode levar a decisões precipitadas e a consequências desastrosas para a sociedade. O político prudente é aquele que busca o bem comum, ponderando os interesses de todos os cidadãos.

A ética aristotélica, especialmente a ideia de prudência, continua a ser relevante nos dias de hoje. Ao buscar o meio-termo entre os extremos, podemos construir uma sociedade mais justa, mais equilibrada e mais humana.

EXPERIMENTE!

VALE A PENA.

NH. 07/09/2024

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