top of page

PAPEL EM BRANCO

  • Carlos A. Buckmann
  • 30 de jun. de 2019
  • 3 min de leitura

Quando você se propõe a escrever, a primeira coisa de que precisa é de uma folha em branco. Hoje o Word simplificou o problema. Estou aqui escrevendo.

Depois, vem as ideias, que você vai aceitando ou descartando, até que se chegue a uma ideia central, original, definitiva.

De posse desta ideia, você passa a desenvolver seu assunto, tendo sempre o cuidado com o que vai escrever, pois tudo o que você quer, é que agrade seus futuros leitores e que eles “comprem” a sua ideia.

Mas o mais importante de tudo, é ter a folha em branco, seja ela do formato que for, da espessura que tiver, do uso a que se destine. Qualquer folha em branco serve.

Quando eu fazia o curso de Letras, na então FUNDAMES – Fundação Missioneira de Ensino Superior – na cidade de Santo Ângelo, RS, havia um bar e lancheria ao lado do campus, onde nos reuníamos nas noites frias, após (às vezes durante) as aulas, para tomar vinho e discutir os assuntos da época (década de 70 - eram os anos duros do tempo da ditadura militar). O proprietário do bar era o Nito Padilha, excelente músico, compositor e magistral letrista. – Décadas depois tornei a encontrar o Nito em Porto Alegre, onde continuava dono do “Bar do Nito”, onde só entravam pessoas de suas relações. Fiquei feliz em poder novamente participar de seu círculo de amigos.

Mas voltemos a Santo Ângelo, ao curso de Letras e o bar ao lado da FUNDAMES: – Certa noite, dessas de tomar vinho e bater papo, onde resolvíamos os problemas do Brasil, o Nito saiu de trás do balcão e veio para nossa mesa. O assunto era algo sobre música e festivais, tão em voga naquela década. Sem que ninguém prestasse muita atenção, o Nito pegou uma caneta e um guardanapo branco e começou a escrever. O papo rolava e o Nito escrevia. Depois de algum tempo, muito papo e pouco vinho (a grana era curta), o Nito amassa o guardanapo e joga fora. Na hora de irmos embora, nosso amigo Juarez Chagas, de saudosa lembrança, excelente compositor, disfarçadamente juntou do chão o guardanapo. Nele o Nito havia escrito uma das mais belas letras do cancioneiro missioneiro que foi musicada pelo Chagas.

De nada vale eu falar sobre a música, mas sim da importância do papel em branco e a ideia surgida em meio a um bate papo. Sem o papel em branco não haveria como registrar a ideia.

Muitas vezes, em nossos negócios, o que nos falta é o “papel em branco”, o dia livre, a mente aberta para o desenvolvimento de uma ideia brilhante. E isso acontece porque estamos focados em problemas do dia a dia, preocupados com o que a concorrência está fazendo e que dificulta nossos negócios. No entanto, tudo o que se precisa é de um momento “em branco”, mente livre, olhar para dentro e desenvolver nossa ideia. Às vezes, essa ideia pode estar escrita por um amigo, num guardanapo de papel e nós, presos por conversas que não nos levam a nada, expondo nossas “misérias” nas redes sociais,

perdemos a oportunidade de aproveitá-la.

Por um momento, esqueça a concorrência, tire o foco do problema e busque a solução. Mas para isso, é preciso a “folha em branco”, aquele dia livre para ajustar nossas ideias, para poder vende-las, para que o público as compre. Afinal, é isso que você quer, é isso que você busca.

Pense nisso,

E bons negócios prá nós.

 
 
 

Comentários


CONTATO

Porto Alegre, RS 

​​

Tel: (51) 9 9259-6364

Skype: betobuckmann​

betobuckmann@yahoo.com.br

Nós recebemos a sua mensagem, aguarde contato.

  • LinkedIn - Círculo Branco
  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle
  • YouTube - Círculo Branco

© 2023 por Hugin. Criado orgulhosamente com Wix.com

bottom of page