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OS RISCOS DE NÃO PLANEJAR

  • Carlos A. Buckmann
  • 1 de jun. de 2025
  • 2 min de leitura

OS RISCOS DE NÃO PLANEJAR

            Em minhas reflexões sobre a intrínseca natureza da gestão empresarial, ecoam as palavras perspicazes do consultor e professor Willian A. Cohen, doutor renomado, em sua obra dedicada às melhores práticas de Peter Drucker. Na página 167 da edição de 2017, publicada pela Autêntica Business, o autor assevera com precisão cirúrgica: "...Primeiro, por definição, em qualquer organização, a atividade econômica consiste em investir recursos no presente para auferir resultados desconhecidos e incertos no futuro..." e prossegue, lapidarmente, "...todas as decisões em negócios são sempre incertas...".

            Constato, em minha experiência como observador do mundo empresarial, que todo empreendedor, seja ele à frente de uma pequena, média ou grande companhia, apreende intuitivamente essa verdade fundamental. Não obstante, esse reconhecimento, paradoxalmente, muitas vezes se transmuta em hesitação, impulsionando a estagnação ou mesmo o declínio, fruto do temor de incorrer em riscos. Contudo, a fuga do risco revela-se uma quimera. A senda inevitável reside no planejamento estratégico meticuloso, urdido com o propósito de mitigar, tanto quanto possível, as probabilidades de insucesso. Afinal, como adverte Cohen, "...Em todos os casos de sucesso, o fracasso sempre está à espreita, dormente e potencial...". Longe de um pessimismo infundado, vislumbro nessa assertiva a crueza da realidade que permeia o universo dos negócios.

            Entretanto, para avançar e prosperar, a assunção de riscos calculados se impõe como desiderato. O psicólogo argentino/italiano Walter Riso oferece uma perspectiva complementar, ao afirmar que "...uma existência sem riscos, ancorada na rotina e no previsível, é uma maneira de calar o cosmos, um reducionismo existencial cuja premissa é arriscar pouco e viver menos...".

            Destarte, o pensamento estratégico deve imantar cada tomada de decisão, incessantemente, alicerçado em um planejamento robusto e nutrido por informações fidedignas – quer provenham da análise acurada do mercado, quer da avaliação precisa dos recursos materiais e humanos disponíveis, quer da prospecção realista das potencialidades intrínsecas ao empreendimento.

            Quando se delineiam planos desprovidos de um orçamento preestabelecido, que não se fundamentam nos recursos existentes, que carecem de marcos temporais definidos para o início, o desenvolvimento e a conclusão, e que negligenciam a adoção de metodologias claras de execução, não se está a planejar; antes, divaga-se em um reino de quimeras.

            Almeja-se, pois, a diminuição dos riscos inerentes ao negócio? A resposta reside inexoravelmente no planejamento. Constante. Diário. Vigilante. Munido de um arsenal completo de informações relevantes. Rememoro, neste ponto, a premissa basilar da Central de Inteligência Americana (CIA), tributária do pensamento de Francis Bacon: "quem detém a informação, detém o poder". E, como um corolário prático, sugiro a indispensável companhia de caneta e papel, um primeiro passo tangível para registrar e, assim, memorizar.

            Ah, a objeção costumeira: a alegada escassez de tempo. Permito-me discordar, pois essa desculpa, em verdade, escancara as portas para a maximização dos riscos, mesmo que a conjuntura aparente exibir placidez. Retorno, então, à advertência de Willian Cohen: "...Em todos os casos de sucesso, o fracasso sempre está à espreita, dormente e potencial...".

            Só tem duas opções: ou planeja, ou assume os riscos.

 

 
 
 

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