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O RÍTMO DAS MUDANÇAS

  • Carlos A. Buckmann
  • 17 de mai. de 2020
  • 3 min de leitura

Tudo tem seu tempo certo para acontecer, inclusive as mudanças.

Aliás, no mundo só não muda o que já está morto. De resto, a mudança é a lei da evolução. Evoluímos porque mudamos. Crescemos, porque mudamos. Aprendemos, porque mudamos.

No entanto, como sempre afirmo, toda mudança gera duas coisas: estresse e resistência. Estresse, por medo do desconhecido, medo de fazer diferente, medo de sair da zona de conforto. A resistência às mudanças é gerada por esse estresse e pelo tempo gasto ou a ser gasto nelas.

No entanto, tudo tem seu tempo para evoluir.

Algumas mudanças precisam ser rápidas, urgentes, sob pena de grandes prejuízos se elas não forem executadas. Outras têm seu tempo certo de amadurecimento e evolução.

Nesse período de isolamento, de cuidados maiores com nosso modo de viver e conviver socialmente, ficamos ansiosos para que as mudanças ocorram rapidamente.

Nossa ansiedade decorre de nossa educação sobre a história, que na maioria das vezes nos é mal contada. Tomemos por exemplo o que aprendemos sobre a Revolução Francesa:

- Em 14 de julho de 1789 fez-se a queda da Bastilha e o rei e a rainha foram decapitados na guilhotina. Com ela nasceu a Declaração dos direitos do homem. A revolução francesa mudou o rumo da história. Isso aprendemos no ensino médio.

Mas o que aconteceu antes, durante e depois desta data histórica? Vamos deixar de lado o antes, com as ideias de Rousseau, Voltaire, Montesquieu, e outros tantos. Passemos ao durante e o depois sobre fatos que não aprendemos: A queda da Bastilha foi um mero símbolo da revolução, pois seus hóspedes (prisioneiros) na época, era meia dúzia de gatos pingados, ladrões sem nenhuma importância. O Rei Luís XVI, refugiou-se no palácio de Versalhes, e em 6 de outubro daquele ano, foi trazido a força para Paris por um grupo de mulheres revolucionárias que marcharam sobre Versalhes no dia anterior. Em 20 de junho de 1790, o rei Luís XVI e sua família fogem de Paris e no dia seguinte são detidos em Varennes. Luís XVI só foi levado a guilhotina em 21 de janeiro de 1793, ou seja, três anos e meio após a queda da Bastilha. O que aconteceu no depois, foi o banho de sangue derramado pela máquina inventada pelo Dr. Joseph-Ignace Guillotin e a disputa de poder onde se destacaram Mirabeau, La Fayette e Robespierre. Só uma pequena síntese da história que não nos contaram na escola.

O que quero demonstrar com isso?

Os fatos históricos com o tempo são transmitidos resumidamente. Daqui há cinquenta anos, nossos bisnetos saberão que em 2020 houve uma pandemia que matou “X” milhões de pessoas e que foi superada com o medicamento “Y” e que foi desenvolvida a vacina “Z”. O decurso de tempo será esquecido. Nós que estamos vivenciando o problema, temos que ter muita calma, sabendo que o tempo ainda será longo e que os apressados em voltar a normalidade farão com que a pandemia se alongue e as mortes se multipliquem, inclusive e principalmente entre os seus. Essa é uma mudança que precisa ser lenta e bastante consciente.

Outras vezes, precisamos nos adequar rapidamente às mudanças que se fazem necessárias para não sucumbirmos, pois elas vêm como torrentes, arrastando tudo o que tem pela frente, principalmente aos que se julgam mais resistentes.

Sófocles, na peça “ANTÍGONA”, em seu verso 710, nos ensina: -“Para o homem, ainda que seja sábio, aprender continuamente e ser flexível, não é vergonhoso. Observa que, nas torrentes de inverno, as árvores que cedem salvam seus ramos, enquanto as que resistem sucumbem, arrancadas as raízes.”

Portanto, a mudança que veio súbita com a pandemia e não tem tempo certo para seu fim, determina que tenhamos urgência na mudança de gestão de nossos negócios enquanto ela durar, ou seja, no durante que a história poderá ignorar.

Nossos planos deverão ser revistos e feitos para o curto prazo, pois amanhã o mercado pode sofrer novas alterações. É preciso controlar nosso endividamento, cuidar do fluxo de caixa, monitorar nossas reservas financeiras e nossos estoques, cuidar de nossas equipes de colaboradores, que são nosso patrimônio mais precioso, monitorar nosso atendimento a clientes e suas demandas. Nada de exageros. É preciso pensar cada passo a ser dado, cada compra a ser feita, cada decisão a ser tomada. ESSA É UMA MUDANÇA URGENTE.

Logo, tudo tem seu tempo certo para acontecer, inclusive as mudanças.

Pense nisso

e bons negócios prá nós.

Maio de 2020.

 
 
 

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