O DIREITO DE DIZER NÃO
- Carlos A. Buckmann
- 5 de fev. de 2023
- 3 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA – 23
O DIRETITO DE DIZER NÃO (Walter Riso)
Na quarta-feira dessa semana, dia 1º de fevereiro, completei quatro anos no cargo de Gestor da Vida Farmácias. Isso me lembrou do livro que tinha lido exatamente a quatro anos e dois meses atrás e que me fez encerrar um ciclo profissional e dar início neste em que hora me encontro. O DITEITO DE DIZER NÃO!, de Walter Riso.
O autor, Walter Riso nascido em 1951, em Nápoles, na Itália. Ainda jovem emigrou para Buenos Aires, onde viveu até mudar-se para a Colômbia, em 1979. Em Medellín, concluiu seus estudos e iniciou a carreira de psicólogo, tendo também estudado filosofia e bioética e se especializado em terapia cognitiva. (Fonte: Editora LPM).
Quanto a obra, já a citei em um dos ensaios do meu primeiro livro, mas agora quero comentá-la com mais detalhes, como faço todas as semanas. Lembro que o autor é psicólogo afamado e autor de muitos títulos sobre os mais variados temas psicológicos. Esta é uma leitura gostosa e que mexe com os brios do leitor, tocando lá no fundo da alma, onde se escondem nossos medos e descobrindo o ácido que nos corrói até que se aprenda a dizer NÃO!
- “Não sabemos como surge, mas, às vezes, mesmo que o medo apareça e o perigo aumente, uma força desconhecida é lançada da consciência e nos coloca bem no limite do que não é negociável e não queremos nem podemos aceitar. (...) A cólera frente a injustiça chama-se indignação.”
Partindo desse ponto, ele nos leva a entender como agir com assertividade, sem arrogância, mas com o firme propósito de não aceitar as injustiças, num contínuo exercício de inteligência emocional: - “Sem inteligência emocional e sem assertividade, não podemos aproveitar a vida nem compreende-la.” – Eis os dois pilares em que se forma um caráter inabalável e nos mostra porque é bom ser assertivo. – “Para exigir respeito, devo começar por respeitar a mim mesmo e reconhecer aquilo que me faz particularmente valioso, ou seja: devo gostar de mim e me sentir digno de ser amado.” - Meu falecido pai costumava dizer sobre o assunto do amor-próprio: Quanto mais a pessoa se abaixa, mais aparece a bunda. Acho que aprendi palavrões com ele. Mas representa bem o que é indignação. – “A indignação pode ser definida como um sentimento de cólera diante da injustiça. Quando sentimos uma onda de ácido clorídrico no estômago, quando perdemos a voz ou ficamos com os olhos vermelhos de raiva, quando não podemos pregar os olhos pensando no que nos fizeram, quando uma força interior desconhecida impede-nos de esquecer, é provável, ainda que não definitivo, que estejamos diante de um direito vital.”
Mas não se engane. Esse não é um livro sobre cólera, vingança ou falta de educação. Ele também nos incita à prudência, buscando sempre a calma da assertividade: - “Se não praticarmos a prudência, é impossível ser assertivo. A prudência baixa nossos impulsos e nos obriga a pensar antes de agir.” – Eu diria que aqui, ele nos leva pelo caminho do estoicismo, que não nos obriga a ser servil, mas nos faz usar a razão, que se baseia na inteligência emocional e arremata: - “...é prudente ser prudente.”
O convívio social, as relações interpessoais e as relações profissionais, são unidas, ou seriam separadas, por uma linha muito tênue, que quando rompidas, são de difícil recuperação. Por isso Riso nos aconselha: - “Avaliação e auto-avaliação, olhar e se olhar, observar e se auto-observar, dois processos inseparáveis que definem toda a relação social.”
Numa análise mais aprofundada, é uma leitura que toca a nossa humanidade, que mexe com nossos sentimentos na busca de sermos seres humanos melhores, com um senso de igualdade e respeito mútuo, como nesta frase: - “... aceitar que, além das aparências, no refúgio mais escondido de humanidade que carregamos, há um local especial em que somos tão cruamente iguais, tão desesperadamente humanos, tão misteriosamente frágeis, que ninguém merece sentir-se inferior.”
É um livro gostoso de ser lido, publicado pela L&PM Editora em formato de “livro de bolso”.
Boa leitura.
NH, 05/02/2023.
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