NEU LIVRO DA SEMANA - 68
- Carlos A. Buckmann
- 10 de dez. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 29 de jan. de 2024

MEU LIVRO DA SEMANA – 68
PETER DRUKER – Melhores Práticas ( William A Cohen Ph.D.)
Algum tempo atrás, publiquei minhas avaliações sobre duas obras de Peter Drucker: “O Gestor Eficaz” e a publicada postumamente “O Gestor Eficaz em Ação”. Agora trago pra vocês um livro que condensa estas duas e traz a aplicação na prática dos métodos de Drucker, com exemplos reais e detalhados e os resultados obtidos.
William A. Cohen, Ph.D., é uma autoridade reconhecida nas áreas de liderança e estratégia. Ele foi o primeiro aluno no programa de doutorado executivo criado por Drucker. Cohen teve a oportunidade de conviver de perto com seu mestre, um dos maiores nomes da administração moderna, e é um dos grandes responsáveis pela divulgação e perpetuação do legado de Drucker.
Cohen é consultor, professor e conferencista internacional, tendo atuado em organizações como o Colégio Industrial das Forças armadas (Industrial College of the Armed Forces), o Colégio de Guerra da Força Aérea (Air War College), a Academia do FBI (FBI Academy), nas próprias forças armadas e corporações que vão de empresas como a Boeing até The Cheesecake Factory, sendo autor de vários livros sobre o assunto de liderança e gestão.
Mas é nessa obra “Peter Drucker: Melhores Práticas”, que Cohen detalha as práticas mais efetivas de gestão adotadas por Drucker que ajudaram empresas como a General Electric (GE) a chegarem ao topo. Este livro pode ser considerado uma enciclopédia das práticas de Drucker, além de orientar sobre como e quando aplicá-las.
No entanto, é importante notar que Peter Drucker, conhecido como o pai da administração moderna, e suas ideias e metodologias, continuam a influenciar as organizações até os dias atuais. Portanto, o livro de Cohen é uma valiosa contribuição para entender e aplicar as práticas de gestão de Drucker.
Drucker, desenvolveu várias técnicas de gestão eficazes, como descreve Cohen, o que fazem os “Gestores Eficazes”:
1. Eles perguntaram: “O que é certo para a empresa?”.
2. Eles desenvolveram planos de ação.
3. Eles assumiram a responsabilidade pelas decisões.
4. Eles assumiram a responsabilidade pela comunicação.
5. Eles se concentraram em oportunidades em vez de problemas.
6. Eles realizaram reuniões produtivas.
7. Eles pensaram e disseram “nós” em vez de “eu”.
Então Cohen analisa essas práticas:
“Drucker afirmava que era melhor usar o próprio cérebro, analisar em profundidade todos os fatores e decidir por instinto, com base nas informações disponíveis, na experiência, e no próprio conhecimento das pessoas da organização”.
Além de demonstrar, como já dissemos, de forma prática os métodos de Drucker, nesse livro Cohen nos conta detalhes da vida de seu mestre e amigo, fazendo uma síntese de sua vida: Antes de se tornar consultor de empresas, Drucker trabalhou como jornalista na Alemanha, mas fugiu para a Inglaterra quando Adolf Hitler chegou ao poder em 1933. Ele permaneceu na Inglaterra até 1937, quando se mudou para os Estados Unidos para trabalhar como consultor de bancos britânicos e como correspondente estrangeiro para vários jornais britânicos.
A entrada de Drucker na prática de consultoria de empresas começou com seu convite em 1943 para analisar a estrutura organizacional da General Motors Corporation.
Essa obra de Cohen, composta em 17 capítulos e 316 páginas, a meu ver, demonstra como Drucker, mesmo sem mencionar, usava o método socrático da maiêutica, diálogo através de questionamentos que se antagonizam para chegar à conclusões lógicas:
“Para Drucker o líder deve começar com três perguntas antes de planejar o futuro da organização. A primeira era já conhecida: “Em que negócio você atua?”
Pergunta que parece óbvia. Mas quantos gestores e até proprietários de empresas que não têm essa “Visão”?
Cohen demonstra como o método, que EU considero socrático, de fazer questionamentos deve ser abordado. Eis algumas regras para elaborar as perguntas:
“A pergunta despertará curiosidade?”
“A pergunta incentivará a exploração de novas ideias?”
“A pergunta é aberta a diferentes opiniões e respostas?”
“A pergunta induzirá o cliente a apresentar sugestões?”
“A pergunta encorajará os clientes a reverem as próprias ideias?”
Você com certeza vai se encantar com as explicações de Cohen sobre as práticas vivenciadas com Drucker. O livro vai te prender de início ao fim, pois segue um raciocínio lógico, unindo teoria e prática no desenvolvimento de um método que deu origem a moderna gestão de empresas.
Com certeza, VALE A PENA.
Boa Leitura.
NH, 10/12/2023
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