MISSIONÁRIOS X MERCENÁRIOS
- Carlos A. Buckmann
- 25 de nov. de 2024
- 2 min de leitura

MISSIONÁRIOS E MERCENÁRIOS
“Cogito ergo sum” (“Penso, logo existo”). Com esta proposição como pensamento central, René Descartes (1596/1650) desenvolveu sua filosofia escrevendo o “DISCURSO DO MÉTODO”, onde defende a ideia de que o uso da razão é a única coisa que diferencia os seres humanos dos demais animais. No desenvolvimento do seu “método cartesiano” ele escreve: ...”E sempre tive um extremo desejo de aprender a distinguir o verdadeiro do falso, para ver com clareza minhas ações e andar com segurança nesta vida.”...
Justamente com o uso deste dom que nos diferencia dos outros seres da criação, é que devemos pautar nossas ações no decorrer de nossa vida, pessoal e profissional. É o uso da razão que diferencia os missionários dos mercenários, diferencia as empresas “missionárias” das “mercenárias”.
Hoje, não mais se admitem e nem se desenvolvem as empresas “mercenárias”, onde o lucro é a única razão de sua existência. As empresas, assim como os profissionais que as administram, devem ter uma RAZÃO maior para sua existência, uma missão a cumprir para melhorar a qualidade de vida de seus clientes. O lucro será uma consequência lógica de seu desenvolvimento.
Empresas e profissionais que não agregam valores e razões para existir a seus clientes, estão ficando fora do mercado. Os clientes, em qualquer classe social, são cada vez mais exigentes nos bens e serviços que buscam. Claro que o preço, o valor da mercadoria ou do serviço conta e conta muito mas, o que agrega mais valor é a atenção recebida e o benefício que o produto ou serviço vai trazer ao cliente.
Alguns dias atrás, por necessidade de uso contínuo, busquei numa farmácia um medicamento genérico, que eu sabia custar a metade do preço do que o de referência. A loja não tinha no momento o produto que eu buscava (genérico). A atendente, sorrindo e com muita simpatia me perguntou se eu não tinha cadastro no PBM (Programa de Benefício de Medicamento) do laboratório que produz o de referência. Como estava habituado ao uso do “genérico”, nunca tinha me preocupado em utilizar o PBM. Resumindo a história: em cinco minutos fui cadastrado no programa e com o desconto de 50%, levei o medicamento que precisava, pelo preço do que eu buscava. – Com o conhecimento que tenho do mercado farmacêutico, sei que a loja não tem lucro algum com esse tipo de negociação, pois o laboratório apenas repõe o produto pelo mesmo preço dessa venda. – Mas a missão da loja e da vendedora que me atendeu foi a de me servir da melhor maneira possível. O lucro? Saiu nos demais produtos que aproveitei para comprar na hora e nas outras visitas em que busquei o atendimento da mesma vendedora.
Marcos Scaldelai, o jovem que foi presidente da Bombril até março de 2016, em seu livro autobiográfico “99,9% não é 100%”, escreveu: ...”A grande virada de uma marca é quando ela consegue traduzir para o seu público uma experiência emocional...”
Pense nisso.




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