MEU LIVRO DA SEMANA 9
- Carlos A. Buckmann
- 16 de out. de 2022
- 3 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA
A Arte de Viver – (Thich Nhat Hanh)
Nestes tempos difíceis em que estamos vivendo, onde as pessoas preferem o xingamento e o ódio no lugar do diálogo e da paz, onde se esquece que vivemos em um mesmo país, onde somos regidos pelas mesmas leis e, mais que isso, onde as religiões e as próprias famílias não são mais respeitadas, resolvi buscar mais momentos de meditação e paz para minha alma. Então busquei na minha biblioteca e reli A ARTE DE VIVER, do monge vietnamita THICH NHATH HANN, que é o grande precursor de “mindfulness” , ou seja, CONSCIÊNCIA PLENA.
Um pouco sobre o autor: Thich Nhat Hanh é um monge zen-budista, nascido no Vietnam e um dos líderes espirituais mais querido e proeminente do mundo, que iniciou sua vida no monastério aos dezessete anos, se tornando então, poeta, acadêmico e ativista da paz. Seus ensinamentos são lendários e milhares de pessoas frequentam seus retiros para aprender a arte de viver com mente atenta, a arte da atenção plena.
Este livro é leitura (obrigatória) – (está entre parênteses porque ninguém é obrigado a nada) para quem quer, principalmente se entender e então entender o mundo que nos rodeia e o que significa estarmos vivos. É um tratado científico que nos ensina que Isso só é possível, na medida em que aprendamos a meditar e conseguir o domínio de nossa mente através da mindfulness, da consciência plena.
O que nos impede de sermos felizes, ou pelo menos termos uma vida boa e plena, já que a felicidade permanente é uma utopia, é nossa errônea visão de que somos seres isolados, reduzidos a esse corpo material que chamamos de “eu” e que buscamos o amor ou a tal felicidade fora de nós.
Então ele nos leva a entender os três princípios que podem nos libertar: a vacuidade, a ausência de imagem e a ausência de objetivo, que só podem ser adquiridos através das meditações com a consciência plena.
Reforço aqui que é um livro de ciência e não de babaquice de autoajuda. Através destas página, se aprende que “VACUIDADE SIGNIFICA ESTAR REPLETO DE TUDO, MAS VAZIO DE UMA EXISTÊNCIA ISOLADA”. - precisamos entender que “O planeta inteiro é uma célula gigante, viva, capaz de respirar, com todas suas partes funcionais unidas em simbiose.”
Então a gente entende que enquanto pensamos no passado e no futuro, nossa mente sai de nosso corpo, não fica em contato com a vida real que existe dentro de nós e no momento atual. Então, corrige o pensamento de Descartes: - “Penso (demais), logo existo (mas não vivo minha vida)”.
Na AUSÊNCIA DE IMAGEM, vamos entender que “a morte é essencial para tornar avida possível, a morte é transformação, a morte é continuação”.
Faz tempo que eu aprendi a não temer a morte, pois entendo que ela é apenas o fim de uma jornada. Toda jornada tem um fim e não podemos mudar isso. O que importa mesmo, é o aqui e o agora, o momento em que estamos vivos e conscientes de nossa finitude. – “Se sentimos medo, raiva ou tristeza frente a morte, isso significa que continuamos presos a noções incorretas de vida e morte.” (...) “ O seu corpo não é seu eu. Você é muito mais do que o seu corpo”.
Na AUSÊNCIA DE OBJETIVO, o encontro com a espiritualidade. – “Você já é o que pretende se tornar. Você é uma maravilha. Você é um milagre.”-
Com a prática, vamos entender que a “mindfulness”, é uma ciência que pode sim nos levar a uma vida melhor. O domínio da consciência plena é o caminho para entendermos que somos parte de um todo e que só na paz e no amor vamos encontrar o verdadeiro sentido da vida.
Recomendo.
Boa leitura em busca da paz.
NH, 16/10/2022.




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