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MEU LIVRO DA SEMANA - 75

  • Carlos A. Buckmann
  • 28 de jan. de 2024
  • 4 min de leitura





EPAMINONDAS - O GATO EXPLICADOR - (Clóvis de Barros Filho)


MEU LIVRO DA SEMANA – 75

EPAMINONDAS – O GATO EXPLICADOR (Clóvis de Barros Fº)

Clóvis de Barros Filho nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, em 21 de outubro de 1965. Jornalista, filósofo e professor livre-docente na área de Ética da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), bacharel em Jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero de São Paulo (1985) e em Direito pela Universidade de São Paulo (1986); especialista em Direito Constitucional (1988) e em Sociologia do Direito pela Université Panthéon-Assas de Paris (1989); mestre em Ciência Política pela Université Sorbonne Nouvelle de Paris (1990); e doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo (2002). Ele já escreveu mais de 15 livros, incluindo “A vida que vale a pena ser vivida”, que se tornou um best-seller e que comentaremos em outro dia.

 “Epaminondas, o gato explicador”, traz reflexões de um gato exausto das “noias” humanas, mas, ao mesmo tempo, muito interessado nas peculiaridades que entremeiam o cotidiano das pessoas. Clóvis e Epaminondas se confundem no enredo da história, pelo espírito crítico filosófico e sarcástico, muitas vezes, que caracterizam Clóvis em seus escritos e palestras. Eu diria até que estaríamos diante de um gato psicólogo filosofante, colocando em destaque o dia a dia, como o medo e a preocupação excessiva sobre o desconhecido. Ao observar atentamente os humanos ao seu redor, o felino chega à conclusão de que eles sofrem por pensamentos e temores criados por suas próprias mentes.

 O livro foi publicado em  junho de 2022. Durante esse período, muitas pessoas estavam lidando com as consequências da pandemia de COVID-19, o que pode ter influenciado (ou não)  o tom reflexivo e introspectivo da obra, ou do gato Clóvis, melhor dizendo.

A mensagem principal de “Epaminondas, o gato explicador” é uma reflexão sobre os dilemas da vida humana. O autor, através do personagem Epaminondas, explora a ideia de que muitos dos problemas e preocupações humanas são “noias” criadas pelas  mentes humanas, que são bichos bípedes que os gatos criam como seus pets preferidos.

O livro sugere ainda  que as pessoas sofrem desnecessariamente por pensamentos e temores que elas mesmas criam e que na maioria das vezes nunca acontecem. Epaminondas, o gato, pela mente brilhante do professor Clóvis, observa os humanos ao seu redor e conclui que eles sofrem por coisas que, na verdade, não têm valor.

Clóvis de Barros Filho, o autor, compartilha que o gato o ensinou que as coisas da vida que entristecem e aniquilam não precisavam ser assim, se existisse mais sabedoria, ou seja, mais competência para viver. Ele afirma:


“O gato está todo tempo ali, mostrando que a minha vida poderia ser bem melhor se eu não desse bola para quase tudo que costuma me entristecer”.


Portanto,  o livro é um convite à reflexão sobre nossas preocupações e medos, sugerindo que a vida pode ser mais simples e menos angustiante do que muitas vezes a percebemos:

“O que realmente intriga na finitude é a morte em vida,”

Seus “bichinhos de estimação” (os humanos que ele adotou) e os demais da mesma espécie, às vezes se esquecem de viver o momento presente, presos a um passado que não mais existe:


“No passado só há verdade. Sem potência e sem ato. É o verdadeiro que perdeu sua realidade.”


“Epaminondas, o gato explicador” é destinado a um público de qualquer idade, dos oito aos oitenta, como se diz popularmente. Ele pode ser apreciado por qualquer pessoa interessada em reflexões filosóficas sobre a vida humana, apresentadas de uma maneira acessível e envolvente, bem ao estilo de Clóvis de Barros Filho. A obra pode ser particularmente atraente para aqueles que gostam de animais, especialmente gatos, já que o personagem principal é um gato que observa e reflete sobre o comportamento humano. Mas, mesmo eu que sou alérgico a  “pelos” e a felinos, amei o Epa (diminutivo carinhoso de Epaminondas).

Considero também que  o livro pode ser útil para pessoas que estão buscando uma perspectiva diferente sobre os dilemas da vida cotidiana. Através das observações de Epaminondas, você é convidado a reconsiderar suas preocupações e medos, sugerindo que a vida pode ser mais simples do que muitas vezes a percebemos.

Epaminondas é Clóvis de Barros Filho filosofando. Clóvis de Barros Filho é Epaminondas filosofando sem palestrar, com seus pensamentos e ditos penetrantes, agudos e  ferinos (no caso aqui, felinos) e que mostra como nós humanos somos insignificantes, ignorantes e  pretenciosos:


“Fazendo as contas, há quatro tipos diferentes de humanos em relação à própria ignorância.

Há os que não sabem que nada sabem. Porque não sabem nem isso. Mas esses tampouco pensam saber algo. São ignorantes humildes.

Há os que sabem que nada sabem. São os sábios tipo Sócrates e mais dois ou três.

Há os que acham que sabem o que não sabem. São ignorantes soberbos.

E há os superespecials. Esses não só pensam saber o que não sabem, mas têm certeza de serem os únicos. São ignorantes soberbos e privilegiados, Como ficou longa a nomenclatura, alguns os chamam pelo apelido: elite.”


Eis o  espírito de Clóvis ferino-felino, sem meias palavras, Dedo direto na ferida.

Vale a pena.

Boa leitura.

NH, 28/01/2024.

# Fica a dica. Siga meu blog: https://linktr.ee/betobuckmann

 

 

 

 

 

 
 
 

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