MEU LIVRO DA SEMANA 6
- Carlos A. Buckmann
- 25 de set. de 2022
- 2 min de leitura

SUA SANTIDADE O DALAI LAMA
– CAMINHO DA SABEDORIA – CAMINHO DA PAZ.
(Felizistas von Schönborn)
Uma religião sem Deus ou uma filosofia estoica recheada de amor, bondade e compaixão?
É o que fico me questionando após ler este livro, dividido em duas partes distintas.
Na primeira parte, a jornalista e escritora FELIZISTAS VON SCHÖNBORN, na década de 80, colhe um belíssimo depoimento do Dalai Lama (Tenzin Gyatso – nascido a 6 de julho de 1935), onde capta a essência de sua filosofia, baseada na não violência, no amor e na compaixão. – Esta é uma obra para quem quer ter alguma noção do Budismo Tibetano, a que seus seguidores chamam de uma religião sem Deus. – Nas palavras do próprio Dalai Lama neste depoimento:
- “Existem dois tipos de religiões. Algumas como o budismo e o jinismo, são religiões sem um Deus: são as doutrinas não divinas. Há também as religiões monoteístas, como o judaísmo, o cristianismo e o islamismo que acreditam num criador do mundo.(...) O budismo é ateísta porque não acreditamos em um Deus criador. Mas conhecemos seres superiores, que passaram por um processo de purificação.”
Então daí o meu questionamento inicial, pois em meio ao texto do livro, me deparo com frases estoicista, de plena aceitação da realidade vivida a qualquer tempo e impregnada de amor e compaixão pelo próximo e por todo e qualquer ser vivo da natureza:
- “ A fim de mudar algo a longo prazo temos de aprender , se necessário, a apenas seguir adiante a curto prazo.” - Eis uma essência da filosofia estoica. – “Especialmente hoje, a responsabilidade universal , que se baseia no amor e na bondade, tornou-se uma questão de sobrevivência para a humanidade.” - Aqui, a impregnação do amor, da bondade e da compaixão para a busca de um mundo que possa viver em paz, e complementa: - “Apesar de todas as diferenças filosóficas, (entende as religiões como filosofias) a tarefa mais importante de todas as correntes religiosas é contribuir para uma humanidade mais feliz e um mundo pacífico.” – Eis um ecumenismo na proposição de um mundo melhor.
Este livro não me fez entender toda a filosofia (prefiro chama-lo assim) do budismo tibetano, mas me fez repensar nos conceitos atuais que movem nossa sociedade capitalista.
Na segunda parte, o livro nos traz um histórico, embora em texto reduzido, do desenvolvimento do budismo de Sidarta Gautama, o Buda, até aos dias atuais, com a invasão chinesa ao Tibete em 1950 e a perseguição sistemática, com prisões, torturas e assassinatos de monges e seus seguidores.
Controverso, polêmico, mas cheio de ensinamentos filosóficos, é um livro que vale a pena ser lido.
NH 25/09/2022.




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