MEU LIVRO DA SEMANA - 56
- Carlos A. Buckmann
- 17 de set. de 2023
- 3 min de leitura
Atualizado: 29 de jan. de 2024

MEU LIVRO DA SEMANA – 56
A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL – (Daniel Goleman)
Em tempos de avanço no desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA), com ChatGPT, Bing, Bard e outras tantas que já habitam esse universo, acho que seria muito bom não esquecermos a Inteligência Humana, que a cada dia mais vem INVOLUINDO. Então é hora de rever a INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, de Daniel Goleman.
Daniel Goleman é psicólogo e jornalista científico renomado. Nasceu em 7 de março de 1946 em Stockton, Califórnia, EUA. - Estudou na Índia com uma bolsa pré-doutoral de Harvard e uma bolsa pós-doutoral do Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais. Obteve seu PhD em psicologia em Harvard e durante a década de 1970 lecionou na mesma Harvard, onde seu curso sobre a psicologia da consciência foi muito popular. Goleman cofundou o “Collaborative for Academic, Social, and Emotional Learning na Yale University’s Child Studies Center”, que depois se mudou para a “University of Illinois at Chicago”.
Nessa obra sobre inteligência emocional ele argumenta que as habilidades emocionais são tão importantes quanto as habilidades intelectuais, especialmente quando se trata de sucesso pessoal e profissional. Até me atrevo a acrescentar que, sem empatia, ninguém se sustenta muito tempo em função alguma, muito menos, em cargos de liderança.
O livro foi escrito em 1995, um período marcado por avanços significativos na compreensão das emoções humanas e da neurociência6. A obra de Goleman foi influente na época e continua sendo relevante hoje em dia, pois destaca a importância da inteligência emocional na vida cotidiana.
Goleman explora a importância das emoções em nossas vidas e como elas podem ser estudadas e gerenciadas.
O livro é estruturado em cinco partes principais: O Cérebro Emocional, A Natureza da Inteligência Emocional, Inteligência Emocional Aplicada, Janelas de Oportunidade e Alfabetização Emocional.
Para um melhor entendimento, basta analisarmos três citações importantes do livro:
“Em um sentido muito real, temos duas mentes, uma que pensa e uma que sente”.
Esta afirmação destaca a dualidade da mente humana. A “mente que pensa” se refere à nossa capacidade cognitiva de raciocinar, analisar e fazer julgamentos. Por outro lado, a “mente que sente” se refere à nossa capacidade de experimentar emoções e sentimentos. Ambas as mentes interagem constantemente e influenciam nosso comportamento e decisões. Quem, como eu, já trabalha nessas novas ferramentas de IA, sente a diferença de um texto criado por uma dessas ferramentas e o desenvolvido por uma mente humana (pelo menos as mentes medianamente desenvolvidas, já que algumas de seres não empáticos, apenas retroagem aos tempos do Neanderthal).
“Qualquer um pode ficar com raiva - isso é fácil. Mas ficar com raiva da pessoa certa, no grau certo, no momento certo, pelo motivo certo e da maneira certa - isso não é fácil.”
Aqui destaca a complexidade da emoção da raiva. Embora seja fácil para qualquer pessoa sentir raiva, o desafio está em expressar essa raiva de maneira adequada e produtiva. Isso requer uma compreensão profunda de nossas emoções, bem como a capacidade de regular essas emoções. A raiva não controlada tende a virar ódio e às suas consequências desastrosas.
“A auto absorção em todas as suas formas mata a empatia.”
Nesta afirmação sugere que o egocentrismo ou a preocupação excessiva consigo mesmo pode levar à falta de empatia e compaixão pelos outros. Quando estamos muito focados em nós mesmos, podemos perder a capacidade de entender e compartilhar os sentimentos dos outros.
Quem como eu (há mais de meio século), já trabalhou com teatro ou pelo menos leu Constantin Stanislavski (A Formação do Ator), sabe do que estou falando: o poder da mente em expressar sentimentos e criar a empatia com seu público, interagindo e fazendo com que o público entre também nessa corrente de sentimentos e viva como coadjuvante do ator. E Goleman assim identifica:
“Os atores são seres um pouco mais hábeis de que nós na arte de utilizar essa segunda rota para provocar a emoção – a sensação via pensamento”.
Então, em tempos de evolução da Inteligência Artificial, recomendo a leitura dessa obra, para que possamos também continuar a evoluir com a Inteligência que a natureza nos dotou. Pelo menos, se esse for o seu caso.
Vale a pena.
Bom leitura.
NH, 17/09/2023.
# Fica a dica:
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