MEU LIVRO DA SEMANA - 53
- Carlos A. Buckmann
- 27 de ago. de 2023
- 3 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA – 53
Cem Anos de Solidão – (Gabriel Garcia Márquez)
E então, resolvi que é hora de revisitar nosso mais importante escritor e contador de histórias da América Latina: Gabriel Garcia Márquez, Prêmio Nobel de Literatura de 1982, que nasceu em Aracataca, nas imediações de Barranquilla, Colômbia, no ano de 1927 e faleceu na cidade do México em 2014. – Esse incrível contador de histórias, como ele mesmo contou, adquiriu seu modo de narrar, ouvindo muitas delas de sua avó materna.
Neste livro, o leitor mergulha em toda a profundidade da solidão, quer seja do isolamento geográfico, quanto do eterno vazio da alma humana.
O título do romance "Cem Anos de Solidão" é uma referência à história da família Buendía, que vive em Macondo, uma cidade fictícia e remota na América Latina. A história se desenrola ao longo de sete gerações da família Buendía, e o título sugere a solidão e o isolamento que os personagens enfrentam ao longo de suas vidas. A solidão é um tema recorrente no livro, e cada personagem enfrenta sua própria forma de solidão, seja através do isolamento físico ou emocional. O título também pode ser interpretado como uma referência à solidão da cidade de Macondo, que é isolada do resto do mundo e vive em seu próprio universo., que é o isolamento geográfico, que por sua vez, torna mais profunda a solidão da alma humana dos Buendía.
Publicado em 1967, é considerado um dos maiores clássicos da literatura latino-americana e uma das obras mais representativas do realismo mágico, narrando a história da família Buendía ao longo de sete gerações na cidade fictícia de Macondo.
O leitor não tem como não se encantar com a habilidade de Gabriel García Márquez em criar um mundo mágico e mítico, onde o real e o fantástico se encontram constantemente:
"O mundo era tão recente, que muitas coisas careciam de um nome e, para mencioná-las, era preciso apontá-las com o dedo."
E a solidão nos assalta e nos angustia com sua realidade, que não importa onde vivamos e, que pouca coisa nos resta para ser lembrado:
"Um tiro de arma foi disparado no peito e o projétil saiu por trás sem ferir nenhum centro vital. A única coisa que restava de tudo era uma rua com seu nome em Macondo."
Misturando realidade com a fantasia, Macondo é a cidade natal da família Buendía e é frequentemente considerada como baseada na cidade natal de García Márquez, Aracataca, localizada perto da costa norte (Caribe) da Colômbia, 80 km ao sul de Santa Marta. A cidade aparece pela primeira vez no conto "Leaf Storm" de García Márquez e é o local central desse romance. Márquez mais tarde usou Macondo como cenário para várias outras histórias.
Através de sete gerações, os principais personagens do romance são os membros da família Buendía, que fundaram e vivem na cidade de Macondo: José Arcadio Buendía, o entusiasmado fundador da vila de Macondo; sua esposa, Úrsula Iguarán, a espinha dorsal não só da família, mas também do romance inteiro; os filhos, José Arcadio e Aureliano - este último, coronel Aureliano Buendía, considerado o principal personagem do livro; a filha, Amaranta, atormentada quando criança e amargurada como mulher; e o cigano Melquíades, que traz as notícias do mundo exterior e que, por fim, estabelece-se em Macondo.
É preciso destacar particularmente Melquíades, um cigano que aparece em Macondo para apresentar diferentes objetos científicos e mágicos. Ele morre e volta à vida várias vezes ao longo do romance, fornecendo orientação a cada geração de Buendías. Seu manuscrito, embora não decifrado até o final do livro, profetiza todo o futuro da família Buendía.
Melquíades vende a José Arcadio Buendía várias novas invenções, incluindo um par de ímãs e um laboratório de alquimia. Mais tarde, os ciganos relatam que Melquíades morreu em Cingapura, mas ele, no entanto, retorna para viver com a família Buendía, afirmando que não suportava a solidão da morte. Como um amigo próximo de José Arcadio Buendía, introduz Macondo a uma série de coisas fabulosas.
Mas esse é um romance da solidão. Aureliano Buendía reflete sua sensação de isolamento e desespero. Ele sente que seus esforços são inúteis e que está sozinho em um mundo onde ninguém se importa com ele quando constata:
"A solidão tornou-se-lhe insuportável. Era como se tivesse sido condenado a viver sozinho num farol, e tivesse consciência de que a luz que acendia todas as noites com o seu esforço solitário não servia para ninguém, porque o curso dos navios estava traçado por outros faróis, mais poderosos."
Assim convido ao leitor para que faça um mergulho na solidão profunda da alma de cada um, pois mais que um romance, é uma história da solidão que nos envolve no dia a dia, na nossa Macondo interior.
Boa Leitura.
NH, 27/08/2023.
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