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MEU LIVRO DA SEMANA - 52

  • Carlos A. Buckmann
  • 20 de ago. de 2023
  • 4 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA – 52

A Revolução das Massas – (José Ortega y Gasset)

José Ortega y Gasset (9 de maio de 1883 - 18 de outubro de 1955) foi um filósofo e ensaísta espanhol. Ele trabalhou durante a primeira metade do século XX, enquanto a Espanha oscilava entre monarquia, republicanismo e ditadura. Seu pai era diretor do jornal El Imparcial, que pertencia à família de sua mãe, Dolores Gasset. A família era definitivamente da burguesia liberal e educada da Espanha do final do século XIX. A tradição liberal e o envolvimento jornalístico de sua família tiveram uma profunda influência no ativismo político de Ortega y Gasset. Frequentou a Universidade de Deusto, Bilbao (1897-98) e a Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade Central de Madrid (agora Universidade Complutense de Madrid) (1898-1904), recebendo um doutorado em Filosofia. De 1905 a 1907, ele continuou seus estudos na Alemanha em Leipzig, Nuremberg, Colônia, Berlim e, acima de tudo, Marburg. Em Marburg, ele foi influenciado pelo neokantismo de Hermann Cohen e Paul Natorp, entre outros. Ao retornar à Espanha em 1908, ele foi nomeado professor de Filosofia, Lógica e Ética na "Escola Superior del Magisterio de Madrid."

"A Rebelião das Massas" é o livro mais conhecido de José Ortega y Gasset. - Gasset começou a publicá-lo em 1929, na forma de artigos no jornal El Sol e no mesmo ano o lançou na forma de livro. A Rebelião Das Massas foi traduzida em mais de vinte idiomas.

Neste livro, Gasset se concentra no conceito de "massa humana" e nas consequências do desenvolvimento que levariam a maioria a suplantar a minoria. A partir desses estudos, ele descreve a ideia do que ele chama de homem-massa.

O livro examina o tipo de indivíduo social que ele denomina homem-massa, que seria o homem moderno (início do século XX). Este, independente da sua origem, condição social e formação, ele afirma, caracteriza-se por ser um indivíduo que, sem ideias originais, se lança no senso comum.

Em outra abordagem, na segunda parte, que ele intitulou de (QUEM MANDA NO MUNDO?), capítulo 7, da obra "A Rebelião das Massas", José Ortega y Gasset prevê uma futura União Europeia, que ele acredita que seja um tipo de resposta aos Estados Unidos e à Rússia. Ele acredita que a União Europeia seria uma maneira de superar as fronteiras naturais para o livre comércio e para fortalecer a posição da Europa no mundo:

- Não o que fomos ontem, mas o que vamos fazer juntos amanhã nos reúne em Estado. (...) Essa tendência política avançará inexoravelmente até unificações cada vez mais amplas, sem que haja nada que a detenha a princípio. A capacidade de fusão é ilimitada. (página 254).

Essa passagem profética só foi realizada com o Tratado de Maastricht, conhecido também como o Tratado da União Europeia. e que foi assinado em 7 de fevereiro de 1992, na cidade de Maastricht, na Holanda, pelos países-membros da Comunidade Europeia.

É importante notar que esta é apenas uma das muitas ideias apresentadas por Ortega y Gasset em sua obra e que sua análise é muito mais ampla e complexa do que apenas esta questão. É interessante ler a obra completa para ter uma compreensão mais profunda de suas ideias e pensamentos.

Escrito no período entre guerras, o livro retrata as grandes transformações que a Europa – e o resto do mundo – passaram ao longo do século XX. É um ensaio filosófico brilhante, um dos livros mais importantes do século XX. Gasset coloca em questão os conceitos de homem-massa, razão histórica e governo mundial, concentrando-se no conceito de "massa humana" e nas consequências do desenvolvimento que levariam a maioria a suplantar a minoria. É a partir desses estudos, ele descreve a ideia do que ele chama de homem-massa.

Filósofo e ensaísta, seu estilo literário foi influenciado por seu contato com o jornalismo espanhol do século XX. Muitos de seus grandes escritos filosóficos foram produzidos a partir do contato com o que era publicado também na imprensa europeia. Nessa obra "A Rebelião das Massas", ele emprega um estilo literário claro e conciso para apresentar suas ideias e pensamentos sobre o conceito de "massa humana" e as consequências do desenvolvimento que levariam a maioria a suplantar a minoria:

Este homem-massa é o homem previamente esvaziado da sua própria história , sem entranhas de passado e, por isso mesmo, dócil a todas as disciplinas chamadas ‘internacionais’. (...) Diante de uma só pessoa podemos saber se ela é massa ou não. Massa é todo aquele que não se valoriza a si mesmo – como bem ou como mal – por razões especiais, mas que se sente ‘como toda a gente’ e, no entanto, não fica angustiado, sente-se à vontade ao sentir-se idêntico aos outros.(...) O que é característico deste momento é que a alma vulgar, sabendo-se vulgar, tem o denodo de afirmar o direito à vulgaridade e impõe-no onde quer que seja.

Essas passagens ilustram algumas das ideias centrais de Ortega y Gasset em sua obra e fornecem uma visão sobre sua análise do homem-massa e suas consequências para a sociedade.

O livro é gostoso de ler, porque apesar da seriedade dos assuntos abordados, o estilo de Gasset retrata sua filosofia crítica do mundo em evolução:

(...) o velho não fica velho por sua própria senilidade, mas porque já há um princípio que, só por ser novo, imediatamente tem vantagem sobre o preexistente. (...) Essa decadência, que se origina no brotar de novas juventudes, é um sintoma de saúde.

Com isso, não me resta mais nada a dizer.

Apenas,

BOA LEITURA.

NH, 20/08/2023.

# Fica a dica: Siga meu blog: https://betobuckmann46.wixsite.com/betobuckmannconsult/blog











 
 
 

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