MEU LIVRO DA SEMANA -39
- Carlos A. Buckmann
- 28 de mai. de 2023
- 3 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA – 39
DA LIBERDADE INDIVIDUAL E ECONÔMICA (John Stuart Mill)
Esse é um livro que os pseudos liberais, que mais estão para a tendência de libertinagem do que de liberdade, têm verdadeiros orgasmos quando mencionam seu autor, sem nunca sequer tê-lo entendido ou pelo menos, em alguns casos, lido.
Tenho em minha biblioteca o que considero as duas principais obras de John Stuart Mill: CONSIDERAÇÕES SOBRE O GOVERNO REPRESENTATIVO e este DA LIBERDADE INDIVUDUAL E ECONÔMICA, cujo título original em inglês, publicado em 1859 é ON LIBERTY (Na Liberdade, em tradução literal). Não quero dizer com isso que suas demais obras sejam de menor valor. Longe disso. É apenas uma questão de opinião.
John Stuart Mill nasceu em Londres a 20 de maio de 1806 e faleceu em Avignon a 8 de maio de 1873, então com recém completados 67 anos.
Sem mais delongas, vamos comentar sobre essa obra, que foi escrita como um ensaio dividido em cinco capítulos assim descritos: 1. Introdução – 2. Da liberdade de pensamento e discussão – 3. Da individualidade como um dos elementos do bem estar – 4. Dos limites da autoridade da sociedade sobre o indivíduo e, 5. Aplicações.
Na introdução, suas justificativas para a exposição de seus pensamentos na defesa da liberdade individual do ser humano, como agente de sua própria vontade e resistente às injustiças possíveis ao se curvar a imposições do estado e suas leis, civis ou religiosas:
- ...Outro grande princípio determinante das regras de conduta que foram impostas pela lei ou pela opinião, tanto para atos quanto para leniência, foi o servilismo dos homens em relação às supostas preferências ou aversões de seus senhores temporais ou de seus deuses.
E, em se tratando da liberdade individual, ele mesmo nos traz os limites que diferem a liberdade da libertinagem ou falta de respeito para com os outros com quem convive, contra a própria sociedade, o que aliás deveria ser entendido por aqueles que consideram a liberdade de expressão como licença para o cometimento de crimes ou incentivo e atitudes criminosas:
A única parte da conduta de alguém pela qual este é responsável perante a sociedade é aquela que diz respeito aos outros.
Afirmação simples e direta do princípio jurídico de que meus direitos vão até o limite em que começam os direitos dos outros.
E quando trata da liberdade de pensamento e discussão, embora sempre defendendo a liberdade individual do livre pensar e opinar, ele adverte:
Aquele que conhece apenas o seu próprio lado do caso, pouco conhece dele.
Ora vejam só, o livre pensador, defensor da liberdade individual do livre pensar, nos adverte sobre os perigos de seguirmos uma ideia ou até ideologia fixa, sem dar oportunidade ao contraditório,
(...) no estado atual do intelecto humano, (e ele escrevia isso no século XIX) é apenas por meio da diversidade de opiniões que existe a possibilidade de jogo limpo para todos os lados da verdade.
John Stuart Mill é um liberal, mas muito longe, na minha modesta opinião, de ser um radical do liberalismo. Partidário da educação como forma de alcançar uma sociedade melhor, ele escreve e defende coisas assim:
(...) Os poderes mentais e morais, assim como a força muscular, só são aprimorados mediante o uso. (...) Aquele que deixa o mundo, ou sua própria parcela do mundo, escolher o plano de vida para si não precisa de qualquer outra faculdade a não ser da imitação simiesca. (...) Entre as obras do homem, que a vida humana é usada adequadamente para aperfeiçoar e embelezar, a primeira em importância é, sem dúvida, o próprio homem.
Para contragosto de alguns, essa é minha forma de ler e interpretar John Stuart Mill, um liberal a frente de seu tempo, que nos ensina até onde é possível chegar a liberdade para uma melhor maneira de viver em sociedade.
Vale a pena.
Então, boa leitura.
NH, 28/05/2023
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