MEU LIVRO DA SEMANA - 34
- Carlos A. Buckmann
- 23 de abr. de 2023
- 3 min de leitura
AS CONSOLAÇÕES DA FILOSOFIA - (ALAIN DE BOTTON)

MEU LIVRO DA SEMANA – 34
AS CONSOLAÇÕES DA FILOSOFIA (Alain de Botton)
Mesmo aquelas pessoas que afirmam não ter sentido o estudo da filosofia, num certo sentido, mesmo que erradamente, estão filosofando. Aristóteles, o gênio da metafísica, Pitágoras e sua incrível capacidade de cálculos matemáticos. Einstein e sua Teoria da Relatividade e todo e qualquer pensador, do passado, da idade média ou de nosso tempo atual, em sua totalidade foram filósofos, mesmo que para muitos de nós isso possa parecer muito relativo, o que em si, já é uma maneira de filosofar.
Eu, particularmente, sempre fui um estudioso (quando me forço a sobrar tempo) dos grandes pensadores da humanidade de todos os tempos, onde nossos contemporâneos estão incluídos. Me causa espanto quando alguém foge desse assunto, por ignorância ou por “falta de tempo”, o que no caso é redundante. Então, acho que esse é um bom livro para quem quer começar a entender como a filosofia está presente em todas nossas atividades no dia a dia, pois como afirmou Descartes, “Cogito ergo sum” – Penso, logo existo. Se você pensa, espero que sim, você está filosofando.
Um pouco sobre o autor: - ALIN DE BOTTON (20/12/1969 – Zurique/Suíça) é um apaixonado e divulgador de filosofia, matéria em que se formou no King’s College London e que tem entre suas obras, além desse, As Consolações da Filosofia, Desejo de Status, Ensaios do Amor, Arquitetura da Felicidade e alguns mais que ainda não li.
Nessa obra ele nos mostra como fazemos uso da filosofia em nosso dia a dia, mesmo que de forma inconsciente, em seis capítulos abordando nosso cotidiano.
CONSOLAÇÕES PARA A IMPOPULARIDADE. – Se você é daqueles sujeitos que se acha um pouco deslocado do seu ambiente, esse capítulo é todo com você. Abordando passagens e diálogos de Sócrates, descritos por Platão, nos mostra como o pensador grego se impunha numa sociedade que pouco o compreendia, levando-o a ser condenado a morte, obrigado a beber cicuta. – “A filosofia havia fornecido a Sócrates convicções que lhe possibilitaram demonstrar uma confiança racional, em contraposição à crença histórica, quando se defrontou com a desaprovação.” Se você se acha impopular , não se preocupe. Aqui você encontrará consolo e ninguém vai te obrigar a beber cicuta.
CONSOLAÇÃO PARA QUANDO NÃO SE TEM DINHEIRO SUFICIENTE. – Eis um problema que raramente me preocupou. Hoje, menos ainda. Não porque tenha dinheiro sobrando, mas porque aprendi a viver com o que tenho e na certeza de que “caixão não tem gaveta” e nu viemos ao mundo e assim também vamos partir.
A ansiedade em possuir e conquistar riquezas, fortunas, é uma das mais irracionais das ansiedades, pois como afirmava Epicuro, “O prazer é o princípio e o fim da vida feliz.” Mas nos ensinou também que esse prazer é possível numa vida simples e bem vivida, mesmo com o pouco que se tem. Em sua morada, que denominou “O Jardin”, ele e seus discípulos se alimentavam do que produziam na terra e de pão e água. –“O homem que alega que ainda não está preparado para a filosofia ou que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou, assemelha-se ao que diz que é jovem ou velho demais para ser feliz.”
E nos demais capítulos você vai encontrar consolações para a frustração, a inadequação, o coração partido e para as dificuldades.
Uma obra que nos mostra que para ser feliz, não precisamos de muito, ou o muito é apenas compreender a vida, finita como ela é (pense nisso todo o dia) mas que pode ser boa se nela vivamos em busca de seu sentido.
É um ótimo livro. Vale a pena.
Boa leitura.
NH, 22/04/2023.
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