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MEU LIVRO DA SEMANA - 29

  • Carlos A. Buckmann
  • 19 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura


MEU LIVRO DA SEMANA – 29

O CONTRATO SOCIAL – Jean-Jacques Rousseau

Primeiro, um esclarecimento sobre o que alguém me perguntou essa semana: - quando escrevo sobre MEU LIVRO DA SEMANA, não quer dizer necessariamente que eu tenha lido o livro que comento nessa mesma semana. Pode ser eventualmente que sim, mas não obrigatoriamente. A maioria deles, li durante a minha vida, ou seja, durante os setenta anos em que domino a leitura, que começou quando fui alfabetizado aos sete anos de idade quando entrei no então chamado curso primário, o que indica que não fui nenhum menino prodígio. Então, são setenta anos de leituras ininterruptas.

Segundo ponto a esclarecer: Me perguntaram também, por que não discuto política? Também não é necessariamente verdade absoluta: Se a pessoa insiste na questão eu pergunto: Você já leu O CONTRATO SOCIAL de Jean-Jacques Rousseau? Se a resposta for sim, então podemos DIALOGAR sobre política.

Tenho na minha biblioteca o que considero, na minha opinião e somente minha opinião, o que considero as três principais obras de Rousseau: - Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens – Os devaneios do caminhante solitário e, O CONTRATO SOCIAL. É justamente sobre esse último que quero hoje comentar.

Antes, alguns dados sobre o autor: Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), foi sem dúvida alguma, através de suas obras, um dos inspiradores da revolução francesa de 1789, que terminou com o reinado de Luiz XVI e deu início a primeira República. Deixando de lado o que dizem seus biógrafos, sua vida está perfeitamente retratada em suas obras, principalmente em Os Devaneios do Caminhante Solitário, onde cada ensaio (devaneio) diz muito de seu cotidiano.

O CONTRATO SOCIAL é uma leitura obrigatória para quem quer saber um pouco da boa política, que deve ser praticada e não apenas discutida. Essa obra teve também um subtítulo: Princípios de Direito Político e causou um furor desde sua publicação em 1762, ficando eternizado como um dos principais textos fundadores do Estado moderno.

Todas as sociedades modernas e contemporâneas, são tributárias dessa obra, pois Rousseau nela dá ao povo o que lhe é devido como o chama para a responsabilidade de seu destino; - “Assim que alguém diz dos assuntos do Estado, “o que me importa?”, deve-se contar que o Estado está perdido.”

Num estudo minucioso desde as primeiras sociedades, passa tratar do direito da força e da força do direito: - “ Convenhamos, portanto, que a força não faz direito e que somos obrigados a obedecer apenas aos poderes legítimos.”

O contrato social, para Rousseau é o que deve viger entre o governo legalmente constituído e seus governados, onde se busca uma sociedade mais justa e que sabe que o governante é alguém escolhido por seus governados e para esses proporcionar uma vida digna.

Agora, dois séculos e meio após sua publicação, essa obra de Rousseau, subversivo, polêmico, amado, odiado, reverenciado e seguido, permanece mais atual de que nunca. Suas lições são necessárias e urgentes em todo o lugar que se fale de injustiça, corrupção e incompetência política. Você reconhece algo parecido com o que estamos vivendo?

Então, depois de você ler O CONTRATO SOCIAL, talvez a gente possa dialogar sobre política.

Vale a pena. Então, boa leitura.

NH, 19/03/2023.

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