MEU LIVRO DA SEMANA - 28
- Carlos A. Buckmann
- 12 de mar. de 2023
- 3 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA – 28
HUMANDADE
– Uma História Otimista do Homem (Rutger Bregman)
Este é o segundo livro que li desse historiador holandês. O primeiro, que já comentei aqui no meu blog, foi UTOPIA PARA REALISTAS.
Em HUMANIDADE, Rutger nos traz novamente sua visão otimista, buscando em estatísticas e fatos históricos, nos levar ainda a ver que existe uma esperança para nossa humanidade. – O também historiador e filósofo Yuval Noah Harari, escreveu sobre essa obra: “Este livro está me fazendo enxergar a humanidade sob uma nova perspectiva.”
Diante da realidade que nos salta aos olhos diariamente, o texto da contracapa inicia com essa afirmação que é o que a maioria de nós pensa sobre a humanidade:
- “Se existe uma crença que une a esquerda e a direita, psicólogos e filósofos, pensadores antigos e modernos, é a suposição de que os seres humanos são maus – e ponto final. ´É uma noção que pode ser vista diariamente nas manchetes dos jornais. De Maquiavel a Hobbes, de Freud a Pinker, essa crença moldou o pensamento ocidental. O ser humano é egoísta por natureza e age, na maioria das vezes, pensando no interesse próprio.”
Se você se identificou com o escrito acima, saiba que estatisticamente você está entre a maioria, ou seja, você é um ser humano, que a vida e a história te transformou em pessimista.
No entanto, Bregman nos leva passo a passo, pesquisa após pesquisa, fatos após fatos, a pensar diferente, não como um otimista alienado, mas como um ser pensante, a ter ainda esperança em um caminho melhor para a humanidade. Ele parte na constatação da realidade atual e do que pensamos nós, a maioria, sobre como pensamos e vivemos.
- “Nós somos aquilo que acreditamos. Encontramos o que estamos procurando. E o que previmos, acaba acontecendo. (...) Se nós acreditamos que a maioria das pessoas não é confiável, será assim que trataremos aos outros, para prejuízo de todos. (...) É obvio que não somos anjos. Somos criaturas complexas, com um lado bom e uma lado não tão bom. A questão é para qual dos lados nos voltamos.”
Então, ele nos mostra o outro lado da moeda, através de pesquisas históricas: O que aconteceu depois de Auschwitz, o coronel Marshall e os soldados que durante a guerra não deram um só tiro, o poder de corromper que tem o poder e pesquisas científicas com a máquina de choque de Stanley Milgram e as expediências nos porões da Universidade de Stanford. Tudo baseado em acontecimentos reais e que nos mostram que é possível ter esperança em dias melhores para a humanidade. Claro que não verei isso, pois tenho menos dias pela frente do que de passado, mas para meus descendentes, netos ou bisnetos, mas sim, que há esperança de um mundo melhor. Para isso, depois de tanta história e pesquisa científica, nos mostra como devemos agir, com um pensamento sensato de “ganha-ganha”:
-“O aspecto positivo é que vivemos num mundo em que praticar o bem nos faz sentir bem, Gostamos de comer porque, se não comermos, morreremos de fome. Gostamos de sexo porque, sem sexo, seríamos extintos. Gostamos de ajudar uns aos outros porque, sem os outros, definharíamos. Praticar o bem nos faz sentir bem porque é bom.”
Esse não é um livro de autoajuda ou qualquer bobagem dessas de “sete coisas que mudarão sua vida”. É uma abordagem histórica e científica que nos faz ter esperança na humanidade.
Vale apena ler. Então, boa leitura.
NH, 12/03/2023.
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