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MEU LIVRO DA SEMANA 13

  • Carlos A. Buckmann
  • 13 de nov. de 2022
  • 2 min de leitura

COM A MATURIDADE FICA-SE MAIS JOVEM (Hermann Hesse)

Nascido na Alemanha e naturalizado suíço, Hermann Hesse (1877/1962) notabilizou-se por sua obra auto definidora, O Lobo da Estepe, que entre outras, lhe valeu o Nobel de Literatura em 1946, E nos brinda, quase ao final de sua vida, com esse delicioso e eternamente contemporâneo COM A MATURIDADE FICA-SE MAIS JOVEM.

O livro é uma coletânea de textos e poemas que iniciou a escrever aos quarenta e três anos, e que fala sobre a velhice, com impressões sobre a primavera e a renovação da natureza, num registro feito por um homem no estágio intermediário da vida (morreu pouco antes de completar 85 anos), consciente da transitoriedade e da inconstância do mundo visível no qual se encontra inserido, não obstando qualquer resistência ao decurso de sua trajetória como ser humano.

São pensamentos joviais em prosa e verso, de aceitação à marcha inexorável do tempo que passa e a tudo transforma:


"Talvez haja uma mensagem lá fora

Que para mim acaba de chegar;

Talvez antes de uma nova aurora,

Em minha casa eu possa estar."


Nesta última estrofe do poema ESCUTAR, a aceitação explícita das mensagens que a vida nos dá cada dia.

Entendendo o apego do ser humano à vida, no desejo de uma impossível eternidade escreve:

- “Como sempre, gostamos da vida e desejamos a ela permanecer fiéis, em nome, entre outras coisas, do amor e da amizade, que, a exemplo dos vinhos de boa origem, não se deterioram, ganhando, com o passar dos anos, consistência e valor.” –

Nos ensina então o valor que tem uma vida digna, reta e proveitosa, forma única de realmente viver como ser humano pleno. E, aproveitando essa comparação com vinhos de boa casta, me encantou muito o seu poema ENVELHECER, onde encerra assim:


Para os velhos é bom e são

Borgonha tinto ao pé da lareira.

E depois uma morte ligeira –

Porém só mais tarde, hoje não!


Nos textos em proza, os encontros, desencontros e reencontros com lugares e amizades, como no REENCONTRO COM NINA, ao retornar para sua montanha no Tessin (um Cantão Suíço), reencontra a idosa amiga Nina:

- “...Novamente, porém, terei a visão do mais perfeito exemplo de o isolamento com tenacidade e sem perder a alegria, que não adula ninguém, que despreza o mundo e jamais se curva diante dele...” –


Ao escrever “EXPERIÊNCIAS OUTONAIS”, o último encontro com o velho amigo Oto, cheio de belíssimas recordações:

- “...No fundo, e ainda que nem sempre de forma consciente, todos os velhos raciocinam em termos históricos...”


Se você é “velho” como eu (em idade e não em espírito), vai se encontrar em cada linha escrita. Se você é jovem (em idade), é uma bela leitura para preparar a vida para os anos vindouros.

Vale a pena.

Boa leitura.

NH, 13/11/2022

 
 
 

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