MEU LIVRO DA SEMANA 12
- Carlos A. Buckmann
- 6 de nov. de 2022
- 2 min de leitura

PEDAGOGIA DA AUTONOMIA (Paulo Freire)
Meio estupefato, perplexo, com os acontecimentos e reações pós eleições do último dia 30, achei por bem recomendar a leitura desta obra de Paulo Freire.
Por favor, antes de me taxarem de “comunista” por indicar essa leitura de tal autor, leiam, se possível, meu texto até ao fim.
Neste comentário semanal, vou me reservar o direito de não falar sobre o autor, pois aqueles que conhecem a biografia de Freire não precisam que eu diga nada sobre ele e, os que o abominam sem o conhecer, aconselho que leiam mais, sobre o que quiserem, mas leiam e até leiam essa obra que aqui indico.
A mensagem da contra capa da própria editora Paz e Terra, inicia assim: - “Em Pedagogia da Autonomia, Paulo Freire transcende a experiência da sala de aula, e como o grande educador que é, nos convida a nos tornar seres humanos melhores, mais autônomos, para construirmos uma sociedade mais justa, ética e democrática, em que todos tenham oportunidades.” - Esta citação já recomenda esse livro.
Para que possamos crescer como nação e sermos parte de um mundo que avança em velocidade inimaginável, é preciso que acabemos com o “analfabetismo funcional”, que é o de pessoas que embora saibam ler, não entendem o sentido do que leem e então, são levadas a acreditar nas mais desbaratadas mentiras. – No dizer de Freire: - “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua produção ou sua construção.” - Essa é a maneira que o livro tacitamente mostra como erradicar o “analfabetismo funcional.”
No decurso da leitura, somos instigados a rever nossas crenças: - “E uma das condições necessárias a pensar certo é não estarmos demasiado certos de nossas certezas.” – Como grande pedagogo e mestre nas palavras, nos ínsita a repensar o que pensamos estar certo.
Nos ensinando sobre nossa finitude, nos aconselha a humildade: - “Por mais que me desagrade uma pessoa, não posso menosprezá-la com um discurso em que, cheio de mim mesmo, decreto sua incompetência absoluta.
É um livro que nos faz pensar, refletir, repensar e “rerefletir,” sobre o que somos e quão imperfeitos somos e continuaremos sendo, se não mudarmos nossa maneira de ser e agir. – “Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado, mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele.”
Você não precisa ser pedagogo ou professor para ler e entender esse livro. Basta que você seja HUMANO e consciente de suas limitações como tal, e queira como eu, buscar ser melhor a cada dia, mesmo sabendo que nunca seremos perfeitos.
Boa Leitura.
NH, 06/11/2022




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