top of page

MEU LIVRO DA AEMANA - 24

  • Carlos A. Buckmann
  • 12 de fev. de 2023
  • 3 min de leitura

MEU LIVRO DA SEMANA – 24

Noites Brancas (Fiodor Dostoiévski)

Quinta-feira, bem cedinho, pouco antes das 06;00 horas, recebo uma mensagem do meu amigo Neto José Abud, madrugador como eu, dando notícia sobre o fechamento da LIVRARIA CULTURA. Então comentamos o quanto é difícil fazer esse país melhorar, sem o “vício” da leitura.

Tenho ótimas lembranças das vezes em que visitei e comprei nas duas lojas da Livraria Cultura existentes no País: uma no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista 2073 e em Porto Alegre no Shopping Bourbon. Lá, sempre busquei os maiores clássicos da literatura mundial, com a certeza de encontrar o que procurava.

Foi pensando nisso que hoje resolvi escrever sobre um dos maiores escritores clássicos da literatura mundial, FIODOR DOSTOIÉVSKI. – Não vou começar pelo seu maior clássico, CRIME E CASTIGO, para não “assustar” quem se propuser a ler esse magnífico autor. Então, vamos analisar esse pequeno conto de apenas 94 páginas, NOITES BRANCAS. Prometo que outro dia escreverei sobre CRIME E CASTIGO e outras obras do autor que tenho em meu acervo.

FIODOR DOSTOIÉVSKI (1821, Moscou/1881 São Petersburgo – Rússia), foi escritor, filósofo e jornalista e também considerado um psicólogo pela profundidade de seus textos, sempre envolvendo a complexidade do ser humano de seus personagens.

A leitura das obras de Dostoiévski é obrigatória para quem tem sede de cultura e de conhecimento, mas é um autor clássico e como tal, muitas vezes leva o leitor a desistir no meio do livro, por isso é bom começar por esse pequeno conto.

Noites Brancas foi sua última obra escrita antes de sua prisão e exílio na Sibéria (isso é outra história que eu prometo contar outra hora), publicada em 1848, após amargar uma desilusão amorosa. – O conto narra o encontro de um rapaz sonhador (seria o próprio Dostoiévski?), com a jovem Nástienhka, numa noite iluminada de primavera, às margens do rio Fontanka, em São Petersburgo. Tudo se passa em quatro noites brancas, onde os personagens se envolvem numa mistura de amizade e de esperança (pelo menos para o leitor) de que o romance se desenvolva e tenha um final feliz. Mas é Dostoiévski, e seus personagens são complexos. – No entanto, a sua narrativa nos faz praticamente “viver” cada paisagem, cada diálogo de seus personagens: - “Uma noite prodigiosa, uma dessas noites que talvez só vejamos quando somos novos, querido leitor. O céu estava tão fundo e tão claro que ao olhá-lo uma pessoa era forçosamente levada a perguntar-se se seria possível que debaixo de um céu daqueles pudessem viver criaturas más e tenebrosas.” – Assim começa a história na primeira noite, quando o jovem encontra Nástienhka, chorando às margens do rio Fontanka. Desse encontro na primeira noite, nasce um relacionamento em diálogos maravilhosos e cheios de espirituosidade em que você, mesmo sem ser psicólogo, entra na alma de cada um desses dois personagens. – como na passagem em que Nástienhka ri do modo de falar do jovem e novo companheiro: - “Rio porque você é o inimigo de si mesmo. Se tentar, verá como consegue logo o que deseja, ainda que seja em plena rua; e quanto mais simplesmente melhor.”

Bem, minha intenção não é contar toda a história, mas sim despertar o interesse para quem quer entrar no mundo dos clássicos e teme não ser capaz. Então, comece por esse conto, gostoso e que flui como a vida flui. – “Meu Deus! Um momento de felicidade! Sim! Não será isso o bastante para preencher uma vida?”

Vale a pena.

Boa leitura.

NH, 12/02/2023

# Fica a dica: siga meu blog - https://betobuckmann46.wixsite.com/betobuckmannconsult/blog

 
 
 

Comentários


CONTATO

Porto Alegre, RS 

​​

Tel: (51) 9 9259-6364

Skype: betobuckmann​

betobuckmann@yahoo.com.br

Nós recebemos a sua mensagem, aguarde contato.

  • LinkedIn - Círculo Branco
  • Facebook - Círculo Branco
  • Instagram - White Circle
  • YouTube - Círculo Branco

© 2023 por Hugin. Criado orgulhosamente com Wix.com

bottom of page