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MENTALIDADES

  • Carlos A. Buckmann
  • 14 de mar. de 2021
  • 4 min de leitura

Carol S. Dweck PhD, em seu livro MINDSET (Mentalidade, em tradução livre), escreveu...”a opinião que você adota a respeito de si mesmo afeta profundamente a maneira pela qual você leva sua vida. Ela pode decidir se você se tornará a pessoa que deseja ser e se realizará aquilo que é importante para você.”

Deixando de lado o título original ‘MINDSET”, que eu preferia que também tivesse sido traduzido para o português (abomino o uso de termos estrangeiros quando temos na nossa língua palavras que traduzem perfeitamente as ideias que se querem expressar), o livro de Carol é um belo estudo, às vezes controverso, de como a nossa mentalidade nos ajuda ou atrapalha no desenvolvimento pessoal e profissional.

Durante a leitura, me veio a lembrança de uma aula de português, lá no final da década de cinquenta (curso ginasial), quando o professor nos desafiou para um debate entre “A PENA E A ESPADA”, a cultura e a força bruta. – Na carteira atras da minha, sentava um garoto GRANDE, de quase dois metros de altura, forte como um touro, vindo do interior onde fora criado na colônia, filho de agricultores. Lembro ainda que se chamava Renato. – Logo tomou a palavra e, de seu modo rude, argumentou que com sua força poderia vencer qualquer coisa na vida, na base da “porrada”. No dizer do “MINDSET” descrito por Carol, era um sujeito de mentalidade fixa (mindset fixo). – Eu sempre fui um cara franzino, de apenas 1,65m., e claro que não pretendia comprar briga com aquele valentão, mas ardorosamente defendi a ideia de que com a pena, a cultura, teríamos sempre mais chances na vida. No ano seguinte ele abandonaria os estudos e voltaria para a roça. Notícia ruim corre rápido. – Ficamos sabendo que Renato teve um fim trágico em uma briga com um desafeto armado com uma pistola calibre 22.

Deixando de lado baboseiras de “auto ajuda”, de que as coisas acontecem de acordo com a força do seu “pensamento positivo”, sabemos que a mentalidade positiva, desenvolvimentista e MUITO TRABALHO, nos levam às conquistas e realizações do que mentalizamos.

Se individualmente o tipo de mentalidade que desenvolvemos e trabalhamos nos levam ao resultado esperado, que pode ser bom ou ruim, de acordo com essa mesma mentalidade, coletivamente também leva às transformações de povos e da própria humanidade.

ALDOUS HUXLEY (1894-1963) em seu ADMIRÁVEL MUNDO NOVO, nos leva a um futuro aonde a humanidade desenvolvida pela ciência em busca da paz universal, cria em laboratórios, seres humanos divididos em castas e condicionados a servir ao bem comum em nome desta paz e harmonia universal, transformando esses seres humanos em “robôs” sem vontade própria. O diálogo entre o Administrador Mundial para o Ocidente, Mustafá Mond e o Selvagem John, nos mostra o preço de uma mentalidade coletiva. Disse o Diretor ao Selvagem: “É impossível obter alguma coisa por nada. A felicidade tem que ser paga (...) Mas Deus não muda (disse o Selvagem) – Acontece que os homens mudam (respondeu o diretor)”. - Ah! Mas é um livro de ficção, você pode argumentar. – Quando esse livro foi escrito (1932), ninguém imaginava que bebês poderiam ser desenvolvidos em proveta, mas a mentalidade desenvolvida pela ciência já nos trouxe a isso.

Continuando na ficção, vamos a outro autor futurista, o russo Isaak Yudavich Azimov (1920-1992), com seu livro O HOMEM BICENTENÁRIO, transformado em filme em 1999 pelo diretor Chris Columbus e magistralmente interpretado por Robin Willians. Aqui abro um parênteses obrigatório (uma das raras vezes em que o filme ficou melhor que o livro).

Azimov em seus livros de ficção, criou as “três leis da robótica”:

1. Um robô não pode prejudicar um ser humano ou, por omissão, permitir que o ser humano sofra dano.

2. Um robô tem de obedecer às ordens recebidas dos seres humanos, a menos que contradigam a Primeira Lei.

3. Um robô tem de proteger sua própria existência, desde que essa proteção não entre em conflito com a Primeira e a Segunda Leis.

Em O Homem Bicentenário, a mentalidade universal nos leva também a um futuro de paz, mas com a transformação de um robô em ser humano com toda sua essência, de ter sido criado para servir. Na cena final do filme, onde fica melhor que o final do livro, a androide Galatea, cumprindo a ordem de Portia para desligar a máquina que a mantinha viva, em resposta ao agradecimento recebido pela ordem cumprida, respondeu: “- Como dizia o grande Andrew Martin, ISTO fica feliz em ser útil”. – Temos um robô com sentimentos humanos, levados por uma humanidade que desenvolveu a mentalidade de servir.

Falando em “leis” criadas, como fez Azimov, alguns dias atrás conversando com meu amigo Tiago, mencionei uma “lei” criada por mim, a “lei do garçom”: -“Quem não vive para servir, não serve para viver”. – Tiago sorriu e me contou, que quando quebrou sua empresa, anos atrás, foi trabalhar de garçom e ali aprendeu a arte de servir. Gostou da minha “lei”. Hoje Tiago tem uma próspera empresa, onde busca sempre atender todas as necessidades de seus clientes. Mesmo desconhecendo, cumpre a “lei do garçom” em cada trabalho executado.

Então, como escreveu Carol S. Dweck PhD, ”a opinião que você adota a respeito de si mesmo afeta profundamente a maneira pela qual você leva sua vida.”

Pense nisso

e bons negócios prá nós.

(março de 2021, a espera da vacina)


 
 
 

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