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INFORMAÇÃO E CONHECIMENTO

  • Carlos A. Buckmann
  • 31 de dez. de 2018
  • 2 min de leitura



O Prêmio Nobel de Literatura de 1948, T.S. ELIOT, poeta anglo-americano (nasceu nos EUA e aos 25 anos mudou-se para a Inglaterra) se fazia esta pergunta: “Quanta informação perdemos devido a comunicação? Quanto conhecimento perdemos por causa da informação? – Vamos recuar no tempo: Eliot nasceu em 1888 e faleceu em 1965, ou seja, nos séculos XIX e XX, quando a informação e a comunicação eram somente através de jornais semanais (uns poucos diários) rádios, no advento da televisão e tudo isso sem internet.

Essa pergunta hoje se faz mais atual e realista. – Ocorreu um acidente na rodovia Dutra e quinze segundos depois somos comunicados pela TV desse acontecimento: comunicação praticamente instantânea. Mas e as informações a respeito de quem eram as pessoas envolvidas? Alguém morreu? Que vida tinham essas pessoas? Que planos não vão mais poder realizar? – Não temos tempo para receber essas informações, outros assuntos nos atropelam.

E nesse atropelo diário, buscamos informações via internet e nos alimentamos mentalmente sempre mais e mais de rápidas informações e relegamos a segundo plano o CONHECIMENTO.

Umberto Eco, o autor do célebre romance O NOME DA ROSA, em uma entrevista para a televisão italiana disse que “...as redes sociais deram voz aos idiotas...” (a entrevista é bem longa mas pode ser assistida de forma compacta via You Tube – prá quem se satisfaz com informação), e estas “pseudos” informações, põe em risco a seriedade do que recebemos.

Voltando a T.S. Eliot, constatamos que via internet obtemos milhares de informações, que passam rapidamente pelo nosso cérebro, mas que não nos deixam conhecimento. Se você quer apenas informações, fique com a internet. Se você quer conhecimento, busque nos livros. Não importa o assunto, sempre existe um livro sobre o que você quer conhecer.

E para aqueles que não gostam de ler, volto a registrar a frase que já publiquei em outro ensaio (veja no meu blog) do meu preferido humorista filósofo (ou seria filósofo humorista?) Millôr Fernandes: “Quem não lê é mais analfabeto do que quem não sabe ler”.

Vamos pensar nisto? Que 2019 lhe traga mais CONHECIMENTO, sem perder as informações.

Bom ano novo.

 
 
 

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