FOCO NA SOLUÇÃO
- Carlos A. Buckmann
- 16 de jul. de 2019
- 3 min de leitura

Problemas... problemas... problemas, são partes de nossa rotina do dia a dia, tanto em casa quanto no trabalho. Aliás, sem eles a vida não teria graça. Seria muito monótona. O grande problema é quando ficamos focados NO PROBLEMA.
O foco no problema faz com que ele fique cada vez maior. É preciso fazer com que ele desapareça, focando na SOLUÇÃO. Difícil? Bastante. Mas é preciso. Sempre existe uma alternativa. O dito popular é de que “só não existe solução para a morte”.
Na década de 70, enquanto cursava Letras, fiz parte de grupos de teatro e de música, atuando em todas as áreas possíveis, buscando sempre novas experiências, como técnico de som e luz, ator e até diretor. Experiências estas que me são válidas até hoje. Além da prática em todas as áreas afins, estudei bastante nos textos de Augusto Boal e Constantin Stanislavski, entre outros. Dali veio minha disciplina por horários e compromissos (a única coisa que justifica a ausência do ator no palco é sua própria morte). Dali aprendi a viver VIDA DE ARTISTA, que é o não parar de trabalhar nunca, o não me aposentar e querer morrer no palco, seja em que palco for que a vida me levar. Pergunte a qualquer ator ou atriz, se pensam em se aposentar. Pergunte pra Fernanda Montenegro como ela quer morrer: NO PALCO. ATUANDO.
Foi durante o governo de Amaral de Souza (governou o Rio Grande do Sul de 1979 a 1983), e onde era Secretário da Educação o tabelião caxiense Mário Ramos, que pelas comemorações dos trezentos anos da criação dos Sete Povos das Missões, e por indicação do médico pediatra, escritor e grande artista também caxiense, Darwin Gazana, que nosso grupo de teatro universitário foi escolhido para encenar a peça baseada no livro “A República Guarany Comunista e Cristã” do jesuíta suíço Clóvis Lugon. Poderia alongar esta história por várias laudas antes de chegar ao ponto deste ensaio. Mas o ponto é o seguinte:
Como a peça necessitava de vários atores, tivemos que recrutar entre os universitários, alguns “extras” para interpretar algumas pontas, com poucas falas (textos de teatro). Dentre eles, dois personagens representariam dois índios guaranis que tinham pequenos diálogos, mas que não houve maneiras de fazê-los interpretar essas falas. – O problema ficou sério, pois quanto mais ensaiavam pior ficavam as falas e a cena se perdia. O FOCO NO PROBLEMA estava matando a cena.
Minha esposa, que atuava como diretora assistente, matou a charada. “Esqueçam as falas. Os índios entram mudos e saem calados”.
Os dois “atores extras” ficaram felizes em participar e não precisar falar. A peça foi um sucesso, mas isso é outra história.
A saída foi esquecer o problema e focar na solução.
Lembrei de tudo isso, ao conhecer um pequeno empresário que está focado no seu problema: um concorrente que tem uma loja em frente a sua, do outro lado da rua.
Toda a sua preocupação é o que o concorrente faz. Como o concorrente pode vender a preços que ele considera “tão baixos”. Como ele vai conseguir vender a esses preços. Como... e como... e o concorrente... e nunca se preocupa com o que ele pode fazer para melhorar seu próprio negócio. E não adianta argumentar. Para ele, seu problema é o concorrente e é nisso que ele foca. A solução, o foco no seu negócio, no treinamento do seu pessoal, na reforma da sua loja que é antiquada e desatualizada, na gestão de seu fluxo de caixa, no seu mix de produtos, nada disso importa.
Enquanto a gente focar no problema, é só isso que a gente vê. Quanto mais focamos no problema, maior ele fica. Por isso, pare por um instante. A única saída é esquecer o problema e focar na solução. Faça “seus índios” entrarem mudos e sair calados que a vida vai fluir melhor.
Pense nisso e
bons negócios prá nós.




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