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ENCONTRO DE MÃOS

  • Carlos A. Buckmann
  • 18 de mar. de 2025
  • 3 min de leitura

ENCONTRO DE MÃOS

“COM TODA A CERTEZA, VOCÊ SÓ ENCONTRARÁ UMA MÃO QUE O AJUDE NO EXTREMO DE SEU PRÓPRIO BRAÇO” (Napoleão Bonaparte).

Pelo menos, a história atribui a Napoleão esta frase. Mas, sendo dele ou não, é verdadeira.

Nos momentos de dificuldades, tantos pessoais como de negócios, é normal buscar uma “mão” amiga que nos alcance o socorro que precisamos. Daí, quando nos é estendida, algumas vezes, recolhemos nosso braço e não agarramos a mão que nos alcançam. Se você está se afogando, alguém te estende a mão e você recolhe o braço, por certo que vai morrer afogado.

Alguns anos atrás (mais de dez, com certeza) fazendo consultoria para uma empresa familiar no ramo farmacêutico, procurava orientar aos proprietários de como gerir seu negócio. O básico, no início da consultoria é tomar pé da situação econômico/financeira: estoque, fluxo de caixa, contas a receber, contas a pagar, despesas fixas, despesas variáveis e por aí vai. À medida que os números começaram a aparecer, senti que meus clientes “recolhiam o braço” resistindo às orientações. Com minha maneira franca de conversar, expondo os problemas e as soluções, indaguei:  por que não estavam seguindo minhas orientações? Qual era a dificuldade de entender os números? – Constrangido, o proprietário me pediu a suspensão da consultoria, pois constatar a situação o estava deixando apavorado, preferia não saber da realidade. Suspendi a consultoria fazendo a ressalva de que se não mudassem, iriam perder seu negócio em pouco tempo. - Aconteceu em menos de um ano.

Relembrando uma piada muito conhecida: - Em meio a uma grande enchente, um homem muito crente, na tentativa de se salvar, subiu para o telhado de sua casa e orou para que Deus o salvasse. Em meio a sua oração, um vizinho em uma canoa se aproximou e convidou-o a embarcar para buscar um lugar seguro. O crente agradeceu argumentando que com sua fé, Deus o salvaria. Então, continuo rezando e pedindo a mão de Deus. Vieram então os bombeiros em uma lancha e tentaram resgatá-lo, mas ele agradeceu, renovando sua fé. A enchente aumentando e a água alcançando seu telhado, um helicóptero foi enviado para o resgate e que o crente também recusou. Logo morreu afogado. Chegando ao céu, reclamou ao Senhor: - Deus, eu orei tanto e o senhor me abandonou, por que  me deixou morrer afogado? Ao que o Senhor respondeu: - Eu enviei teu vizinho, depois os bombeiros e por fim um helicóptero e você não aceitou nenhum. Entendi que você queria me ver.

A dificuldade de entender o momento em que estamos precisando de ajuda e mais, entender quem realmente pode e nos quer ajudar, impede de humildemente estender a mão e aceitar esta ajuda. Este é o ponto: humildemente, humildade, abrir mão do orgulho que nos embota a visão e a inteligência.

Pedro (nome fictício) tinha um problema: ele sabia tudo. Qualquer assunto ele dominava. Qualquer negociação, ele fazia melhor. Qualquer orientação, ele dispensava. Resumindo, sofria da síndrome do copo cheio, tema que já abordamos em outro ensaio. Certo dia, estávamos em um grupo de empreendedores fazendo uma negociação com uma indústria para compra de um volume considerável de unidades de um produto, onde o preço final ficaria imbatível. Todas as lojas de nosso grupo avaliaram rapidamente as condições e fizeram seus pedidos. Menos Pedro. Como ele na época tinha seis lojas, achava que teria como negociar melhor e não fez nenhum pedido dentro do prazo que tínhamos para encerrar a negociação, mesmo tendo sido avisado do curto prazo para fazer o pedido. No dia seguinte, tentou de todas as formas conseguir entrar na negociação do grupo, pois lhe tinha sido negado individualmente melhores condições com a indústria. Claro que não conseguiu. Prazo esgotado. Seu orgulho, chegando as raias da arrogância, culpou a gestão do grupo por não lhe dar uma segunda chance.

Isto me lembra o que escreveu o psicólogo paulista LUIZ ALBERTO HETEM, em seu livro A GRANDE OBRA: “A pessoa movida por orgulho tem enorme dificuldade para admitir suas limitações”. A mão que lhe foi estendida não encontrou a extremidade de seu próprio braço.

Pense nisso.

 
 
 

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