DECISÃO
- Carlos A. Buckmann
- 29 de jun. de 2020
- 2 min de leitura
Atualizado: 31 de mar. de 2021

DECISÃO.
Comentando a última publicação que fiz em meu blog, meu amigo NETO JOSÉ ABUD, escreveu: - “Às vezes, ou quase sempre, a mudança que queremos está na decisão que não tomamos.”
Neto é daquelas pessoas em que você sente alegria em poder desfrutar de sua amizade e de seu conhecimento. Dialogar com ele, é ter certeza de que sempre você sairá ganhando, sairá enriquecido de conhecimentos e imerso em um universo de bondade.
Este comentário, com a devida licença do autor para reproduzi-lo, me fez refletir o quanto o ser humano tem dificuldade em melhorar sua vida, por falta de atitude, de DECISÃO.
No longínquo ano de 1964, na minha cidade natal Santa Maria, conheci o médico e poeta Luiz Guilherme do Prado Veppo e se se a memória não me trair, escreveu este poema, ou o que lembro dele:
“Quando te decidires,
Parte.
Não espera que o vento
Te cubra de flores o caminho.
Sequer esperes o caminho,
Cria-o, faze-o tu mesmo e parte
Sem pensar que outros passos pararam
E que outros olhos ficaram
Te olhando seguir”
Se minha memória me traiu em alguns dos versos, me perdoem, mas o importante é a mensagem que nunca mais esqueci e que me impulsiona sempre quando preciso tomar uma decisão. Por certo que isso algumas vezes não me levou ao resultado esperado, mas a experiência me deixou lições para melhorar como ser humano e como profissional. Nunca me arrependi das decisões tomadas. Quando errei e sei que muitas vezes errei, assumi o erro sem terceirizar a culpa e corrigi o rumo, ou criei outro.
Deixando bem claro, que a tomada de decisão não é um ato impensado. Sempre se deve mensurar os prós e os contras, o ônus e o bônus de cada empreendimento. O tempo para isso pode variar de acordo com a importância da decisão a ser tomada, que pode ser de alguns minutos para uma conversa esclarecedora, ou mesmo um “ano sabático” para reavaliação de uma vida.
No poema acima, Prado Veppo começa dizendo: “Quando te decidires...”, ou seja, depois de fazer uma avaliação, toma-se a decisão e então se parte para a realização, pois toda ação tem suas consequências. – Gosto e repito sempre a frase do poeta Pablo Neruda: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. – Portanto, tomar decisões sempre, mas se dê o tempo necessário para avaliação. Não se torne prisioneiro ou escravo de uma decisão mal tomada. Aqui vale o que disse Nietzsche: “Todos os homens se dividem entre escravos e livres, pois aqueles que não dispõe de dois terços do dia para si é escravo”. Tenha sempre o seu tempo diário para refletir e tomar suas decisões.
Nas palavras do meu amigo Neto, as mudanças que queremos, dependem de nossas tomadas de decisões.
Pense nisso
e bons negócios prá nós.




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