COMUNICAÇÃO ASSERTIVA
- Carlos A. Buckmann
- 29 de mar. de 2025
- 4 min de leitura

A Arte de Se Fazer Entender: A Comunicação Assertiva
A comunicação assertiva, ah, essa tão almejada habilidade que nos promete relacionamentos mais saudáveis, negociações mais eficazes e, por que não, uma vida mais tranquila. Mas afinal, o que é ser assertivo? É mais do que apenas falar o que pensamos. É saber expressar nossos sentimentos, necessidades e opiniões de forma clara, direta e respeitosa, sem ferir os outros ou se deixar levar por emoções negativas.
A COMUNICAÇÃO ASSERTIVA está intimamente ligada à nossa inteligência emocional. Aquele famoso "QI emocional" que nos permite reconhecer e gerenciar nossas próprias emoções, assim como as dos outros. Ao dominarmos nossas emoções, somos capazes de responder, e não reagir, às situações, o que nos leva a uma comunicação mais eficaz e menos conflitante.
Mas para colocar a comunicação assertiva em prática precisamos cuidar dessas seis etapas fundamentais:
POR QUE DIZER: Tudo começa aqui pelo porquê. Sem isso, nada faz sentido. Qual é o objetivo da sua comunicação? O que você deseja alcançar? Ao definir o propósito, você direciona sua mensagem e aumenta as chances de ser compreendido.
PARA QUEM DIZER: CUIDADO: às vezes o que precisa ser dito serve para uma só pessoa, ou a um só grupo. A quem você se dirige? Adaptar sua mensagem ao seu público é essencial para uma comunicação eficaz.
O QUE DIZER: PENSE BEM E DOMINE O ASSUNTO. Qual é o conteúdo da sua mensagem? Seja claro, objetivo e conciso. Evite rodeios e generalizações.
COMO DIZER: Cada caso é um caso, Qual é o tom da sua mensagem? Use um tom de voz adequado, evite acusações e generalizações.
ONDE DIZER: Isso importa muito. Se for dar um feedback, escolha uma lugar reservado. Mensagem para o grupo, escolha um ambiente tranquilo e propício para um diálogo aberto e sincero.
QUANDO DIZER: Nem toda hora é hora. Então, qual é o momento certo para a sua comunicação? Escolha um momento em que todas as partes envolvidas estejam disponíveis e receptivas.
Ao responder a essas perguntas, estamos construindo uma comunicação mais consciente e estratégica. Mas por que tudo isso importa? Porque a comunicação assertiva é uma competência essencial para qualquer profissional, muito especialmente para aqueles que lidam com pessoas. Ao desenvolver essa habilidade, você se torna um líder mais eficaz, capaz de motivar e engajar sua equipe, além de construir relacionamentos mais sólidos e duradouros.
Em nossos dias de vida em WHATSAPP, a comunicação é a chave para o sucesso. E a comunicação assertiva é a ferramenta que nos permite nos conectar de forma autêntica e significativa com os outros. Ao investir em nosso desenvolvimento pessoal e aprender a nos comunicar de forma mais eficaz, estamos investindo em nosso futuro e no futuro das nossas organizações.
Relendo e analisando o que escrevi até aqui, me parei a pensar na maiêutica socrática para ver até onde chegaria minha assertividade e embarquei em uma máquina do tempo para dialogar com o filósofo. Embarque comigo para essa viagem:
- EU: Mestre Sócrates, na minha crônica, apresentei a arte da comunicação assertiva como uma habilidade essencial para a vida pessoal e profissional. O que você pensa disso?
- Sócrates: Meu caro Beto, antes de responder, permita-me indagar: o que é, de fato, a comunicação assertiva? É algo intrinsecamente bom ou útil apenas em determinados contextos?
- EU: É a habilidade de expressar-se de forma clara, direta e respeitosa, equilibrando nossos próprios interesses com os dos outros. Trata-se de alcançar a harmonia nos relacionamentos.
- Sócrates: Interessante. Mas essa harmonia... é sempre desejável? E se, ao buscar evitar conflitos, estivermos mascarando verdades ou fugindo de confrontos necessários? A assertividade deve sempre prevalecer?
- EU: Penso que a assertividade não implica evitar confrontos, mas abordá-los com respeito e equilíbrio, buscando soluções construtivas.
- Sócrates: Uma perspectiva ponderada. Mas me diga, é possível ser verdadeiramente assertivo sem antes conhecer-se a si mesmo? Como alguém pode expressar sentimentos e necessidades sem compreender o que realmente sente ou precisa?
- EU: Concordo, Sócrates, o autoconhecimento é crucial. É por isso que mencionei a inteligência emocional como base da assertividade. Precisamos reconhecer e dominar nossas emoções.
- Sócrates: Um ponto valioso, mas então surge outra questão: o domínio das emoções é algo que se aprende por técnica ou exige uma transformação mais profunda da alma? Podemos reduzir nossa humanidade a etapas e estratégias?
- EU: Talvez as técnicas sejam um ponto de partida, um caminho para desenvolver virtudes mais profundas, como a empatia e a serenidade.
- Sócrates: Ah, agora começamos a chegar ao cerne da questão. Não seria, então, a comunicação assertiva não apenas uma habilidade, mas uma manifestação de virtudes cultivadas ao longo de uma vida examinada? E essas virtudes, como a coragem e a justiça, não deveriam guiar o que dizemos e como dizemos?
- EU: Sim, Mestre Sócrates. A comunicação assertiva, em sua essência, poderia ser uma prática virtuosa, um reflexo do caráter e do discernimento de quem a emprega.
- Sócrates: Então, meu caro, parece que encontramos um paradoxo. Enquanto buscamos técnicas para melhorar a comunicação, percebemos que sua excelência deriva de algo maior: a busca pela virtude e pela verdade. Não seria essa, afinal, a maior arte de todas?
Gostou da viagem?
Que tal começar a praticar as seis etapas da comunicação assertiva? Quem sabe, um dia, até mesmo aquele seu amigo que sempre "desconversa" acabará dizendo: "Ah, agora entendi!" Ou não... Nesse caso, sugiro um café, um respiro e a lembrança de que a filosofia também nos ensina a ter paciência.
E lembre-se: filosofar pode até ser uma arte, mas se fazer entender é a verdadeira obra-prima. Fim de papo!




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