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A SÍNDROME DO COPO CHEIO

  • Carlos A. Buckmann
  • 23 de set. de 2019
  • 3 min de leitura


Nigel Warburton, filósofo britânico contemporâneo, em seu livro UMA BREVE HISTÓRIA DA FILOSOFIA, no capítulo em que trata dos pensamentos de EPITETO, CÍCERO e SÊNECA, escreveu “...Um dos benefícios de se ter uma vida boa é que não precisamos ter medo de nossas memórias quando envelhecermos.” (editora L&PM, pg. 35).

Do alto dos meus já vividos setenta e três anos, quase chegando aos setenta e quatro, vez por outra me encontro fazendo alguma retrospectiva e avaliando o tempo passado e vejo que sempre tive uma vida boa. Vida boa, não significa uma vida de riqueza e fartura, nem se trata de ter a síndrome do copo cheio, onde nem uma gota mais cabe. Vida boa, é poder olhar para trás e não ter do que se arrepender e ter a certeza de que, se possível, faria tudo outra vez, da mesma maneira.

“Ferrugem”, minha companheira há mais de cinquenta anos, costuma dizer que nossa história não daria para escrever nenhum livro, pois todo romance precisa de dramas e histórias tristes, e isto nós não tivemos.

Claro que nem sempre foi um “mar de rosas”, e sim uma vida de muito trabalho e dedicação. E bota muito trabalho nisso. - Se olho agora para trás, lembro que, casado há poucos anos e com um filho pequeno, para poder pagar a faculdade de direito mantive por quatro anos três empregos simultâneos: um de gerente de indústria durante o dia e dois de professor de contabilidade industrial em duas escolas no período da noite, fazendo ginástica para adequar os horários da faculdade em que aprendia e das escolas onde ensinava... e também aprendia muito. Esse é meu destino, sempre estar aprendendo. Não importa se ensinando ou estudando, evitando ter o “copo cheio”.

Foi a pedido de meu amigo e presidente da Vida Farmácias, Marcelo Pereira, que resolvi abordar esse tema: “A síndrome do copo cheio”.

Marcelo, em tom de brincadeira, reclamou que em meu ensaio anterior “O Rei na Barriga”, eu não lhe havia dado crédito por uma frase do linguajar gaúcho que ele adaptou e costuma usar. No decorrer de nossa conversa, fez a sugestão deste tema. Pronto, Marcelo, está dado o crédito. Obrigado pela sugestão.

A “Síndrome do copo cheio” é uma adaptação da filosofia Zen Budista, que diz que não se pode servir mais chá em uma xícara cheia. É preciso primeiro que se esvazie a xícara para então servir mais um pouco.

Quando pensamos que sabemos tudo, que não temos mais nada para aprender, é preciso verificar o quanto de nosso orgulho, egoísmo e petulância está enchendo nosso copo. Aí, é preciso ter a humildade suficiente de se despojar dessa arrogância e saber que ainda temos muito a aprender. – O Dr. Martin Luther King, em um de seus discursos, disse: “Todo ser humano precisa decidir se caminhará sob a luz do altruísmo criativo ou na escuridão do egoísmo destrutivo”.

A “síndrome do copo cheio” é doença daqueles que pensam que o mundo gira em torno de seu próprio umbigo.

Nas últimas cinco décadas, as mudanças ocorrem numa velocidade surpreendente e quem não aprende com elas, com certeza vai se dar mal em seus negócios e na própria vida.

Chris Lowney, autor de LIDERANÇA HERÓICA, escreveu: “...Nos últimos cinquenta anos, um punhado de seres humanos pisou na lua, os demais, presos à Terra, aprenderam a enviar e-mails.” (Edições de Janeiro, pg. 40). Alguns, nem sequer abrem seus e-mails diariamente. “Falta tempo”, é o que dizem, transbordando o copo da sabedoria.

Pense nisso,

e bons negócios prá nós.

 
 
 

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