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A HORA DE “DEMITIR” UM CLIENTE

  • Carlos A. Buckmann
  • 19 de mar. de 2025
  • 4 min de leitura

A HORA DE “DEMITIR” UM CLIENTE

 Um cliente da minha Consultoria, comentou comigo que não sabia o que fazer com um de seus clientes que era muito problemático. Pedi que  me explicasse a situação e, resumidamente, dei as seguintes orientações: É hora de demitir esse cliente.

  Num mundo perfeito, todo cliente seria o cliente ideal: gentil, cooperativo, pagador pontual, e, claro, um grande promotor de seu negócio. Porém, na realidade das pequenas e médias empresas, a relação com alguns clientes pode ser um verdadeiro fardo, drenando energia, tempo e recursos que poderiam estar impulsionando o crescimento. Às vezes, chega um momento em que é necessário tomar uma decisão difícil, mas estratégica: demitir o cliente ruim.

  Um cliente ruim pode se apresentar de várias formas. Ele pode ser aquele que está sempre atrasado nos pagamentos, esticando prazos ao limite do impossível, o que pode comprometer o fluxo de caixa de sua empresa. Ou talvez seja o cliente que demanda mais do que paga, sempre desafiando o escopo do que foi acordado. Pior ainda, pode ser o tipo que desrespeita sua equipe, cria confusões e mina a moral do time. Identificar esse perfil cedo é essencial para proteger a saúde da empresa.

  Os impactos negativos de manter um cliente ruim vão além do óbvio. Eles geram um custo de oportunidade: enquanto você está ocupado tentando apagar incêndios com aquele cliente problemático, perde-se a chance de investir em quem realmente valoriza seus serviços. Além disso, esses clientes podem prejudicar o clima organizacional, impactando o bem-estar da equipe. No longo prazo, os danos à reputação de sua empresa (ao tentar atender demandas impossíveis ou se associando a conflitos) podem ser irreparáveis.

  Mas então, como identificar e se afastar de um cliente ruim?

  Algumas medidas estratégicas: 

  Sinais de alerta iniciais: atrasos recorrentes em pagamentos, falta de respeito ou expectativas irreais são indicadores claros. 

  Estabeleça limites firmes: tenha contratos claros, descreva os limites de cada serviço e aplique-os sem hesitação. 

  Avaliação contínua: periodicamente, reveja seu portfólio de clientes e pese os benefícios e desafios que cada um traz. 

  Corte com elegância: ao tomar a decisão de encerrar a relação, seja profissional e educado. Explique suas razões de forma honesta, mas com delicadeza, e, se possível, indique alternativas ao cliente. Isso evita que a reputação da sua empresa seja manchada. 

  O lado positivo dessa difícil escolha é que abrir espaço ao dizer “não” aos clientes ruins também abre portas para atrair e focar nos clientes ideais. Cultive relações com aqueles que reconhecem o valor do seu trabalho, que pagam em dia e que contribuem para o crescimento mútuo. Proporcione um excelente atendimento, ouça suas necessidades e invista em fidelização. Esses clientes, sim, são os que farão seu negócio prosperar. 

  Demitir um cliente pode parecer um passo arriscado, mas, para o bem da empresa e de sua equipe, é uma decisão que deve ser tomada com coragem e estratégia. Afinal, a sobrevivência e o crescimento de sua empresa dependem de parcerias saudáveis e produtivas. 

  Aplicar essas estratégias em uma pequena farmácia exige sutileza e foco em atender bem a comunidade, sem comprometer a saúde financeira e o bem-estar da equipe. Apesar de algumas particularidades desse tipo de comércio, o problema e a solução não divergem muito de outros negócios de qualquer setor. Então, os passos são estes:

  Identifique clientes problemáticos cedo

  Sinais de alerta em farmácia: Clientes que frequentemente demandam longos prazos para pagamento em compras a crédito, reclamam de preços apesar da transparência ou que desrespeitam a equipe de atendimento. 

    - Observe padrões, como insistência em vantagens que não são sustentáveis ou tentativas de burlar regras internas (exemplo: manipulação de descontos). 

   Estabeleça limites claros

  - Garanta que haja políticas firmes, mas gentis, como pagamentos no ato da compra ou limite de crédito para clientes cadastrados. 

  - Coloque cartazes na farmácia explicando as políticas de devoluções, formas de pagamento e horários, reforçando um ambiente de clareza e profissionalismo. 

  Mantenha o foco em clientes que agregam valor**

  - Invista em fidelização com programas de pontos, descontos exclusivos ou até mimos (como amostras grátis) para clientes que fazem compras regulares e respeitam as regras. 

  - Dê um tratamento especial para clientes fiéis e fáceis de lidar; um simples cumprimento caloroso ou lembrar o nome deles pode fortalecer o vínculo. 

  Corte com profissionalismo clientes complicados

  - Quando precisar encerrar a relação com um cliente, seja educado e direto. Por exemplo, você pode dizer algo como: “Infelizmente, não podemos mais oferecer crédito, mas estamos sempre à disposição para outras formas de pagamento.” 

  - Explique, com delicadeza, que sua farmácia precisa manter políticas consistentes para continuar atendendo bem todos os clientes. 

  Atraia os clientes ideais

  - Mostre um atendimento atencioso e personalizado para atrair pessoas que valorizam o serviço. Por exemplo, forneça orientações sobre o uso correto de medicamentos ou tenha prontidão para encomendar produtos solicitados. 

  - Participe ativamente da comunidade local, como apoiar eventos de bairro ou oferecer palestras sobre saúde. Isso atrai um público que compartilha dos mesmos valores da farmácia. 

  Proteja a reputação local da farmácia

  - Em cidades menores, a reputação vale ouro. Por isso, nunca trate mal um cliente, mesmo quando ele for problemático. Seja cortês e firme ao encerrar interações ou impor limites. 

  - Mantenha a transparência e cumpra o que foi prometido, evitando situações que possam gerar comentários negativos no boca a boca. 

  Com essas práticas, sua farmácia não só reduzirá o impacto de clientes problemáticos, como também construirá uma base de consumidores leais, que reconhecem e recompensam o esforço e dedicação do seu negócio. 

 

 
 
 

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