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A CONSEQUÊNCIA QUE RECOMPENSA A ESCOLHA

  • Carlos A. Buckmann
  • 21 de nov. de 2021
  • 2 min de leitura

Receber um resultado positivo, mesmo que seja único, é a recompensa melhor por uma escolha consciente e bem-feita.

Quando assumi a escolha de publicar meus textos em um blog e depois a de reuni-los no livro ENSAIOS SOBRE GESTÃO DE PEQUENAS EMPRESAS, sabia que teria consequências, positivas ou negativas, que como toda a escolha nos torna prisioneiros de seus resultados.

Após a publicação, recebi vários elogios de pessoas que realmente leram minha pequena obra e mesmo a indiferença de alguns que a compraram apenas para me agradar, mas que não têm o hábito da leitura e ficaram no gesto gentil de me ter prestigiado. De qualquer forma, sou grato a todos.

No entanto, tem uma consequência que valeu por todo meu esforço literário-intelectual e mesmo financeiro, que faço questão de registrar aqui.

Dani, uma menina que aos dezessete anos, foi contratada como estagiária em nossa empresa, via CIEE, para cobrir a licença maternidade de outra colega que atuava como recepcionista. Como estagiária e menor de idade, Dani cumpria apenas meio expediente. Mas cumpria com tamanha dedicação e eficiência que chamou nossa atenção e mesmo de alguns visitantes que elogiavam a todo instante sua atuação. Seu processo de estágio chegou ao fim e resolvemos, o presidente Marcelo e eu, contratá-la em definitivo e a colocamos no setor comercial, onde desempenha até hoje, maravilhosamente suas funções, com dedicação e extremo profissionalismo. Ao completar dezoito anos, Dani tirou sua habilitação e realizou seu sonho de comprar uma Biz, que é seu transporte casa, trabalho, casa. Se esta foi uma escolha acertada que fizemos, até agora as consequências são compensadoras. Mas não é desta escolha nem do trabalho da Dani que quero falar, mas que não poderia deixar de fazer este registro para entendimento de meu raciocínio.

Um certo dia, no intervalo do meio-dia, encontrei Dani lendo meu livro e, logicamente, perguntei o que estava achando, se estava gostando da leitura. No seu jeitinho gaúcho de se expressar, exclamou: - “Bah! Tá ótimo, muito bom”. – Agradeci e vida que segue. Noutro dia, reparo que Dani estava lendo outro livro e mais adiante um outro, que no caso era “A Coragem de ser Imperfeito”, da PhD em serviço social Brené Browm, um best-seller atual, fato que me causou uma agradável surpresa, pois sou um “devorador de livros” e incentivador contumaz de leitores. - Curioso, perguntei a Dani, como ela havia adquirido o hábito da leitura. Sua resposta me deixou ainda mais perplexo: - “Bah! Beto, eu não tinha hábito de leitura e o primeiro livro que li realmente foi o teu e então vi como isso é bom.”

A emoção tomou conta de mim. Agradeci a Dani e saí de perto para ela não ver que meus olhos se encheram de lágrimas em meio a um sorriso de felicidade.

Missão cumprida. Se pude influenciar o hábito de leitura em uma só pessoa, já valeu a pena ter escolhido a publicação de meu livro. É como escrevi acima: - Receber um resultado positivo, mesmo que seja único, é a recompensa melhor por uma escolha consciente e bem-feita.

Novembro de 2021.



 
 
 

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