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A ARTE DE SEMEAR ALEGRIA

  • Carlos A. Buckmann
  • 27 de mai. de 2025
  • 4 min de leitura

A ARTE DE SEMEAR ALEGRIA: Liderança com Inteligência Emocional

            Como um observador atento do comportamento humano e fascinado pelas engrenagens da mente, sempre me intriguei com a figura do líder. O que realmente define um bom líder? Seria a imposição da autoridade, o domínio técnico irrefutável, ou a visão estratégica afiada? Nunca acreditei que liderar fosse mandar. Desde cedo, percebi que os grandes líderes não gritavam, inspiravam. Aprendi que liderar é, antes de tudo, um exercício emocional. É fácil organizar tarefas, montar cronogramas e distribuir funções. Difícil mesmo é despertar ânimo em quem acordou desmotivado, reacender esperanças em dias nublados, cultivar pertencimento mesmo diante de metas impossíveis. Acredito que a verdadeira liderança transcende esses aspectos, ancorando-se na capacidade de influenciar positivamente aqueles que o seguem. As tarefas de uma boa liderança, portanto, vão além de delegar e cobrar; envolvem inspirar, motivar e, fundamentalmente, criar um ambiente emocionalmente saudável.

            Nesse ponto, a perspicaz frase de Daniel Goleman ressoa com uma verdade inegável: “A tarefa fundamental dos líderes é instalar bons sentimentos naqueles que lidera”. Essa afirmação, aparentemente simples, encerra uma profunda sabedoria sobre a natureza da liderança eficaz.

            Daniel Goleman, psicólogo e jornalista científico americano, é mundialmente conhecido por popularizar o conceito de inteligência emocional. Nascido em 1946, Goleman dedicou grande parte de sua carreira a explorar a influência das emoções no sucesso pessoal e profissional. Seu livro "Inteligência Emocional", publicado em 1995, tornou-se um best-seller e revolucionou a forma como entendemos a inteligência, mostrando que as habilidades emocionais são tão importantes quanto as cognitivas.

            A ideia de que as emoções moldam nosso desempenho e nossas relações não é exclusiva de Goleman. Outros psicólogos renomados, como Peter Salovey e John Mayer, que cunharam o termo "inteligência emocional" antes de Goleman, também enfatizam a importância de compreender e gerenciar as emoções para alcançar resultados positivos. A psicologia positiva, com nomes como Martin Seligman, reforça a ideia de que cultivar emoções positivas e o bem-estar é fundamental para o florescimento humano e, consequentemente, para o sucesso em qualquer empreendimento. Ao observarmos a trajetória de grandes líderes ao longo da história, percebemos um padrão recorrente: sua capacidade de inspirar confiança, entusiasmo e um senso de propósito em suas equipes. Líderes como Nelson Mandela, com sua resiliência e capacidade de perdoar, ou Martin Luther King Jr., com sua eloquência e visão de igualdade, não apenas apresentavam planos estratégicos brilhantes, mas também cultivavam um forte senso de esperança e união em seus seguidores. Suas vitórias não foram apenas táticas ou políticas; foram também conquistas emocionais, construídas sobre a crença e a motivação de seus liderados.

            Os maiores líderes da história sabiam disso intuitivamente. Winston Churchill, ao motivar um país inteiro durante a Segunda Guerra Mundial, usou palavras que inspiravam esperança e coragem. No mundo dos negócios, Steve Jobs conduzia sua equipe com paixão e visão, fazendo com que seus colaboradores se sentissem parte de algo maior do que apenas fabricar computadores. No esporte, Phil Jackson, lendário técnico de basquete, usou princípios de psicologia para unir equipes e estimular jogadores a superarem limites. No Brasil, Bernardinho foi mestrebao liderar a Seleção Brasileira de Volei.

            Essa filosofia de liderança emocional não se restringe ao âmbito empresarial ou político; ela permeia todas as esferas da vida. Na vida individual, cultivar emoções positivas como gratidão, otimismo e alegria nos torna mais resilientes diante dos desafios e melhora nossos relacionamentos. Em sociedade, indivíduos que irradiam empatia e compreensão contribuem para um ambiente mais colaborativo e harmonioso.

            Na gestão de negócios, líderes que priorizam o bem-estar de seus funcionários, que reconhecem seus esforços e que fomentam um clima de respeito e confiança tendem a colher melhores resultados em termos de produtividade, inovação e retenção de talentos. No mundo dos esportes, um técnico que consegue motivar seus atletas, construir um espírito de equipe positivo e gerenciar as emoções em momentos de pressão tem uma vantagem competitiva significativa.

            E como essa filosofia se aplica às pequenas empresas individuais? Mesmo que você seja o único funcionário, a capacidade de cultivar bons sentimentos em si mesmo é crucial. Um empreendedor individual que se mantém motivado, que celebra suas pequenas vitórias e que enfrenta os desafios com otimismo tem uma probabilidade muito maior de sucesso a longo prazo. Além disso, ao interagir com clientes e parceiros, transmitir entusiasmo e confiança pode construir relacionamentos duradouros e impulsionar o seu negócio. Como aquele salão de beleza de bairro, o mercadinho da esquina ou a farmácia familiar? Ali, o dono que olha nos olhos do cliente, que se interessa pela história do funcionário, que transforma o ambiente de trabalho num lugar de reconhecimento, esse, mesmo sem MBA, é um líder emocional. Ele não só vende um produto, mas instala sentimentos bons, fidelidade e reputação.

            Acredito que a liderança, em sua essência, é um ato de serviço. Servir às necessidades emocionais daqueles que nos seguem é investir no seu potencial máximo e, consequentemente, no sucesso coletivo. Um líder que se preocupa genuinamente com o bem-estar de sua equipe não apenas alcança melhores resultados, mas também deixa um legado de crescimento e desenvolvimento humano.

            Portanto, seja você um CEO de uma grande corporação, um técnico de um time de futebol, um pai de família ou o único empregado da sua microempresa, lembre-se da sábia lição de Goleman. Cultive bons sentimentos ao seu redor, pois, no fim das contas, um ambiente emocionalmente florescente é o terreno mais fértil para o sucesso. E se tudo mais falhar, lembre-se que até a lagarta mais rabugenta um dia se transforma em uma linda borboleta... talvez a sua equipe também precise de um pouco de paciência e "bons sentimentos"!

 

 
 
 

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